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Autoridades de saúde fecham cerco à febre amarela no Sul de Minas

Letalidade da doença, acima de 50% em números de casos confirmados, reforça necessidade de vacinação.

(Foto: Reuters)

Sul de Minas vive um surto de febre amarela sem precedentes. Até agora, oficialmente, já foram confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde 19 casos da doença na região, com 10 mortes. Pelo menos nove desses casos foram confirmados na área de abrangência da Superintendência Regional de Saúde de Pouso Alegre, que engloba 53 municípios. Segundo o superintendente Luis Augusto de Faria, “apesar de estável, a situação não está totalmente controlada e o controle depende muito mais do cidadão no ato de buscar a vacinação”.

Para entender os motivos que levaram o Sul de Minas a registrar tantos casos da doença neste ano, o G1 foi até Pouso Alegre conversar com o superintendente regional de saúde. Na entrevista, ele fala sobre os caminhos que o vírus percorreu até chegar à nossa região, como está o combate e o que podemos esperar para o futuro. Confira abaixo os principais pontos:

  • Apenas uma das 11 cidades com casos confirmados de febre amarela cumpriu meta de vacinação no Sul de MG
  • Casos de febre amarela não afetam rotina do turismo em São Tomé das Letras, dizem comerciantes

Como está a situação hoje

Ainda é uma situação preocupante porque nós estamos em um período sazonal, ou seja, o período onde os vetores que são os mosquitos transmissores da doença ainda estão proliferando. Tecnicamente a gente sabe que esses mosquitos tendem a ter uma atuação aumentada principalmente nesse período de chuvas e que geralmente se encerra nos meses de maio, junho, ou seja, ainda temos alguns meses pela frente. Diante disso, nós consideramos que enquanto nós não tivermos acima de 95% de cobertura vacinal, a gente não pode ficar tranquilo, porque enquanto 1%, ou enquanto uma pessoa não estiver vacinada, essa pessoa pode ser vítima da febre amarela, que é uma doença de alta letalidade. As estatísticas da nossa região têm registrado grande número de mortes em relação aos casos confirmados.

(Foto: Lucas Soares/G1)

 

(Foto: Lucas Soares/G1)
via g1
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