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Carmelitana recebe o primeiro transplante de rim da Santa Casa de Passos

Essa é a primeira vez que um órgão sólido é transplantado na instituição, que, até então, já realizava o trabalho de captação para transplante por meio da Comissão Intra-Hospitalar de Doação.

Nesta segunda-feira teve a alta a primeira paciente a receber um rim transplantado na Santa Casa de Misericórdia de Passos. O procedimento foi realizado no dia 10 de outubro último, na paciente Silvana Helena de Oliveira, de 45 anos, que teve seus rins doentes substituídos por um rim saudável.

A paciente é de Carmo do Rio Claro e teve uma cirurgia que durou cerca de quatro horas. Contudo, foi realizada pela equipe comandada pelo nefrologista da Santa Casa Tomás Carvalho e formada pelos médicos André Martins, Cleiton Piotto Assunção, Sérgio Medeiros e Sérgio Vargas.

Foto: Folha da manhã

No mesmo dia, foi realizado um segundo transplante, porém, o procedimento apresentou intercorrências vasculares e teve que ser interrompido. Segundo a equipe, esse é um risco inerente ao transplante renal, mas o paciente passa bem e já retomou o tratamento.

Essa é a primeira vez que um órgão sólido é transplantado na instituição. Até então, já realizava o trabalho de captação de órgãos para transplante por meio da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos da Santa Casa de Passos (Cihdott).

A Santa Casa de Passos foi credenciada e habilitada a realizar transplante renal no fim do ano passado. Desde então, o hospital se preparou para ordenar todo o processo, da seleção ao acompanhamento pré e pós-cirúrgico.

Sendo assim, após o sucesso da primeira cirurgia, a Santa Casa de Passos está pronta para o atendimento regular. “Este procedimento pioneiro teve um enorme saldo de sucesso em todas as etapas e seu resultado está sendo muito celebrado por todos. Silvana passa agora por uma fase rigorosa de controle médico, a fim de evitar as complicações do período pós-transplante, em especial a rejeição, o que vai demandar visitas médicas em intervalos curtos até que esse período de maior risco seja ultrapassado. O rim transplantado vai possibilitá-la a retomar sua vida normal, longe das máquinas de hemodiálise que a acompanharam durante cerca de um ano, desde quando iniciou o tratamento”, explicou o nefrologista Tomás Carvalho.

Ao todo, a instituição possui em torno de 350 pacientes de hemodiálise, procedimento pelo qual uma máquina limpa e filtra o sangue, realizando parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. “Para esses pacientes, o transplante representa uma grande mudança em suas vidas. A Silvana, por exemplo, saía de Carmo do Rio Claro, três vezes por semana, para vir fazer sessões de hemodiálise de quatro horas. Assim, a Santa Casa de Passos deu um passo enorme na incorporação de tratamentos de alta complexidade. Ter uma equipe própria de transplante renal permite um acesso mais ágil e cômodo aos pacientes que aguardam um transplante de rim na nossa região. Que antes precisavam ir até Belo Horizonte ou São Paulo para fazer um transplante, mas agora têm o procedimento aqui na região. Isso representa um marco na história da instituição, porque era um dos poucos procedimentos que o hospital ainda não fazia”, destacou o nefrologista.

 

 

 

 

Via Folhadamanha
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