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Casos de febre amarela não afetam rotina do turismo em São Tomé das Letras

Duas mortes foram registradas no município e outros quatro casos testaram positivo para a doença.

Os casos recentes de febre amarela em São Tomé das Letras (MG) não afetaram o turismo do município. Pelo menos é o que apontam os dados da Prefeitura Municipal e informações da maioria dos comerciantes ouvidos na cidade. Segundo o levantamento, em torno de 10 a 15 mil pessoas passaram pela cidade durante o carnaval, mantendo um movimento normal para o período.

“É o movimento esperado para a cidade nessa época do ano. Depois, na quaresma, o movimento cai mesmo, isso todo ano acontece, e retorna para o feriado da Semana Santa, quando a gente espera um público grande”, afirma a assessora de comunicação de São Tomé, Karen Parada.

A cidade tem seis casos confirmados da doença, sendo que dois deles resultaram em morte. Além deles, dois outros casos ainda são investigados pela Secretaria Estadual de Saúde. Segundo Karen, desde o primeiro macaco encontrado morto no município, campanhas estão sendo realizadas para alertar a população.

Mesmo assim, o município ainda não atingiu a meta de vacinação do Ministério da Saúde, que é de 95% da população. Apenas 86,06% dos moradores tomaram a dose.

“Tem um público específico que realmente é resistente a tomar a vacina. São os naturalistas, já ouvimos de pessoas que ‘o governo está implantando essa vacina para exterminar as pessoas’. A gente já ouviu isso muito. E tem pessoas que realmente criam essa resistência e não tomam e não vão tomar”, explica.

(Foto/reprodução)

 

Nas lojas e pousadas do município, o movimento é fraco nesta época do ano. No entanto, segundo os comerciantes ouvidos, essa baixa é uma característica normal da cidade durante o período pós-carnaval, de quaresma, e uma retomada é esperada no feriado da Semana Santa.

“No começo de janeiro foi bom, agora deu uma diminuída na quaresma, sempre tem pouca [gente]. Tem muita coisa [sendo falada], mas no carnaval deu muita gente do mesmo jeito”, diz Igor Cata Preta de Oliveira, que é atendente de uma loja de roupas e artigos.

“No comecinho do ano foi bem mais forte, porque teve a virada de ano, carnaval, tudo. Agora que passou, está bem mais fraco na quaresma, está bem tranquilo mesmo. Durante a semana é tranquilo, final de semana melhora um pouquinho. [Isso] Varia de ano para ano. Se você comparar com três anos atrás, estava bem forte o movimento“, pondera Rafael Andrade Costa, que é vendedor de uma loja de produtos alimentícios.

(Foto/reprodução)

 

No entanto, em uma loja de bebidas, a atendente Luana de Lourdes Pereira é taxativa ao dizer que sentiu a queda no movimento após a divulgação dos casos de febre amarela no município.

“Na virada do ano, até que foi bom. Mas por agora, a gente está meio parado. Especialmente por causa da febre amarela, o movimento está meio fraco. Junta a febre amarela com a quaresma, a gente não tem muito movimento não, nesse tempo assim”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Via G1
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