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Com pedido negado pela justiça, serviço de charretes continua em Poços de Caldas

Os charreteiros devem ter uma carteira municipal de habilitação.

(Foto/Redessociais)

A justiça negou o pedido de suspensão do serviço de charretes em Poços de Caldas. Com tudo, as charretes de tração animal, usadas principalmente por turistas, devem ser mantidas na cidade.

Em 2018, a Associação de Amigos e Protetores de Animais entrou com a ação contra a atividade. O principal argumento era um laudo emitido em julho de 2017 por uma médica veterinária que fez a vistoria do serviço na cidade.

Em conclusão, um laudo apontou que dos 70 cavalos inspecionados, apenas um estava bem. Foram identificados animais com tendinite crônica, por excesso de trabalho e peso, além de ferimentos. Nas redes sociais, moradores publicaram flagrantes de animais soltos e cansados. Os charreteiros negam que haja maus tratos aos cavalos.

Desse modo, a juíza Tânia Marina de Azevedo Grandal Coelho, da 5ª Vara Cível da Comarca de Poços de Caldas, argumentou que já existe a regulamentação que estabelece os requisitos para a atividade.

As informações estão em uma lei municipal de 1983.

A lei estabelece, por exemplo, que as charretes não podem transportar mais de quatro passageiros, devem ter placas, tabela de preços e lista de recomendações aos condutores. As charretes também devem ter um suporte para as fezes dos animais.

O cavalo deve descansar o dobro do tempo que é submetido ao trabalho. Cada charreteiro, portanto, deve ter pelo menos três animais para revezamento.

Sendo assim, a Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde só pode intervir no serviço após denúncias. No último ano, não foram registrados oficialmente casos de maus tratos. Ainda segundo a secretaria, os charreteiros têm o próprio veterinário para cuidar dos animais.

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