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Greve prevista nesta semana para os Servidores da Educação em MG 

Atraso no pagamento da primeira parcela do salário, motiva uma nova paralização.

Os servidores da educação em Carmo do Rio Claro não aderiram esta greve.
De acordo com a coordenadora regional do SindUTE, em Passos, Maria Antônia Mourão Barbosa Fonseca, pelo menos uma escola aderiu à paralisação ontem, a Deus Universo e Virtude, que fica no bairro Nossa Senhora Aparecida. Segundo Maria Antônia, professores de outras unidades também aderiram à greve.

A previsão é que o pagamento da primeira parcela dos salários dos servidores da Educação ocorra nesta sexta-feira, 13. No último dia 3 de julho, o sindicato já havia feito uma notificação ao governo do Estado informando sobre a decisão de paralisar as atividades. Os trabalhadores da educação alegam “descumprimento contínuo do pagamento de salários no quinto dia útil do mês”, como deveria ser feito.

No mês passado os professores da rede estadual fizeram uma greve com duração de 15 dias. A categoria voltou ao trabalho no dia 27 de junho depois que o governo efetuou o pagamento total da primeira parcela do salário dos aposentados, que haviam recebido apenas R$ 500 no dia 19 de junho.

O Governo de Minas informou na última sexta-feira, 6, a escala de pagamento dos servidores para o mês de julho, relativa aos salários do mês anterior. A previsão é que o pagamento seja feito nos dias 13, 25 e 31. Depois de atrasos no mês de junho, o governo também anunciou mudanças no critério de depósito dos pagamentos do funcionalismo.

Desde fevereiro de 2016, o salário dos servidores vem sendo pago em três parcelas de até R$ 3 mil. Neste mês esse valor poderá se menor para a maior parte das categorias que atuam no serviço público do Estado de Minas Gerais, o que tem deixado os professores apreensivos, afirma a diretora do SinUTE. “Os servidores já estão enfrentando dificuldades com o escalonamento imposto pelo governo do estado com parcelas de até R$3 mil”, disse.

Segundo informações do governo, a previsão para julho é que o valor de R$3 mil valerá apenas para trabalhadores da segurança pública e da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). Para os demais funcionários a parcela o governo deverá depositar até R$ 1,5 mil na primeira e segunda parcelas. Na terceira, serão depositados os valores restantes para todos os servidores.

Para obrigar o governo a efetuar os pagamentos na data correta, foi ajuizada uma ação obrigando que o pagamento aconteça no quinto dia útil. Apesar disso, ainda não há decisão definitiva da Justiça.

 

 

 

Via Folha da Manhã
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