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Luta por 4º lugar promete ser uma das atrações da temporada da F1

McLaren, Force India, Williams e Renault devem protagonizar batalha ferrenha pelo quarto lugar no Mundial de Construtores em 2018. Testes começam dia 26 de fevereiro, em Barcelona.

É comum nessas semanas que antecedem os primeiros treinos da pré-temporada, fãs da F1, profissionais do evento e mesmo jornalistas discutirem o que faz mais sentido esperarmos do início do campeonato. A maior parte das conversas se concentra em quem tem, ao menos na teoria, mais chances de vencer as corridas. De fato, é o que mais importa.

Mas, em especial este ano, há uma luta que pelo andar da carruagem deverá ser tão interessante quanto a disputa pelo primeiro lugar nos domingos e a pole position aos sábados: é a da melhor equipe depois das três que, salvo surpresa, sempre possível, devem protagonizar a competição, Mercedes, Ferrari e RBR.

Em 2017 não teve para ninguém. A Force India reservou a quarta colocação para si desde as primeiras etapas e ampliou a vantagem para os concorrentes ao longo do ano. Depois do GP de Abu Dhabi, 20º e último do calendário, havia somado 187 pontos, enquanto a Williams, em quinto lugar, menos da metade, 83.

Antes mesmo de os treinos livres da sexta-feira começarem, sabíamos de antemão que a excelente dupla de pilotos da Force India, o francês Esteban Ocon e o mexicano Sérgio Perez, se classificariam para o grid atrás somente dos pilotos de Mercedes, Ferrari e RBR, quando não lhes surpreendiam também, e receberiam a bandeirada, em condições normais, apenas atrás deles.

Pois bem, essa ordem de forças depois das três grandes, tão bem definida em 2017, provavelmente não existe mais. Os testes de inverno, programados para começar dia 26 de fevereiro no Circuito da Catalunha, em Barcelona, poderão comprovar o que a maioria na F1 espera: a luta pelo quarto lugar vai ser ponto a ponto e envolvendo pelo menos três times, podendo chegar a quatro.

Portanto, você que gosta de F1 pode vir a dispor de um belo espetáculo não apenas lá na frente, mas dentre os que deverão digladiar para ser o melhor do restante, depois de Mercedes, Ferrari e RBR.

Quer saber quem são? Há lógica em vermos a própria Force India, a possivelmente ascendente McLaren, agora equipada com unidade motriz Renault, em vez de Honda, a Renault, muito mais bem estruturada, e a Williams, com Paddy Lowe, ex-Mercedes, no comando técnico, apesar da pouca experiência de seus dois pilotos, o canadense Lance Stroll, de 19 anos, e o russo Sergey Sirotkin, 22, estreante.

Uma consideração importante: isso admitindo-se que Mercedes, Ferrari e RBR repetirão o que vimos em 2017, as vitórias sendo divididas entre si, 12 para a Mercedes, 5, Ferrari, e 3, RBR. Não existe nenhuma garantia de que será assim na temporada que vai começar dia 25 de março em Melbourne, na Austrália.

Vimos nas reportagens anteriores que o regulamento este ano, em essência, é o mesmo de 2017, mas as pequenas mudanças podem gerar grande impacto na produção das escuderias. São elas: a introdução do halo, a proteção para a cabeça do piloto, e seus imensos desdobramentos no projeto dos carros, os novos pneus Pirelli, mais macios, cuja consequência será corridas com mais pit stops, e a severíssima limitação de três unidades motrizes por piloto para as 21 etapas deste ano.

Via GloboEsporte
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