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Mortes por Influenza quase dobram em Minas no último ano

Foto: Pedro Ventura/ Agência Brasília

O grande avanço do Influenza em Minas Gerais em 2018 deixou o alerta para maiores cuidados da população. A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) provocada pelo vírus matou quase 100 pessoas no território mineiro, um aumento de 96% em relação a 2017.

A SRAG provocada pelo vírus matou quase 100 pessoas no território mineiro, um aumento de 96% em relação a 2017. Já o número de casos, apresentou alta de 16%. Os que mais provocaram mortes foram o H1N1 e o Influenza A, sendo 37 cada.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) divulgou o balanço epidemiológico da gripe, nesta quinta-feira (04). Os dados mostram que Minas Gerais teve 3.054 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) notificados. Destes, 1.664 pacientes tiveram amostras coletadas e processadas. Os resultados foram de 348 pessoas infectadas por Influenza e outras 187 por outros vírus respiratórios.

 

Influenza causou grande preocupação

No total, foram registradas 418 mortes, sendo 98 relacionadas ao Influenza, e 23 de pessoas que tiveram contato com os vírus Parainfluenza, VSR, Metapneumovírus e Adenovírus.

A atenção maior é para os casos relacionados com o Influenza. Em comparação com 2017, o aumento desses casos foi significativo. No último ano, 348 casos de SRAG relacionada ao vírus foram confirmados, cerca de 16% a mais do que em 2017, quando foram confirmados 300 casos.

No ano passado, a maioria das infecções foi pelo vírus tipo A não subtipado, com 119 registros, seguido pelo H3N2, com 110 notificações, e o H1N1, com 102 casos. O tipo B atingiu 17 pessoas.

Em relação as mortes provocadas por Influenza, o aumento foi ainda mais assustador. Em 2018, foram 98 mortes, contra 50 de 2017, uma alta de 96%. Logo, o maior número de óbitos foi em decorrência do H1N1 e do Influenza A não subtipado, que mataram 37 pessoas, cada. O H3N2, provocou 19 óbitos, e o Influenza B, 5.

 

Sul de Minas teve maior foco de casos

As cidades de Uberlândia, na Região do Triângulo Mineiro, e Pouso Alegre, na Região Sul de Minas Gerais, foram as que tiveram o maior número de mortes. Em virtude disso, foram oito óbitos registrados em cada município. Em seguida, vem Belo Horizonte com seis mortes, e Governador Valadares, no Rio Doce, com quatro.

Em 2018, segundo dados do balanço epidemiológico, foram registrados três surtos. Eles acontecem quando ao menos três casos de síndrome gripal são registrados e ambientes fechados/restritos em um intervalo de sete dias entre as datas de início de sintomas. As ocorrências aconteceram em residência e asilo em Congonhas, na Região Central de Minas, Maria da Fé e Itajubá, no Sul do Estado.

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