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Museu Nacional no Rio de Janeiro teve diretor carmelitano por 6 anos

Obras do carmelitano estiveram expostas no Museu. 200 anos perdidos em cinzas em 2 horas, um incêndio de grandes proporções destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio.

 

(Foto: Reuters/Ricardo Moraes)

O fogo começou por volta das 19h30 deste domingo (2), e foi controlado no fim da madrugada desta segunda-feira (3). Mas pequenos focos de fogo seguiam queimando partes das instalações da instituição que completou 200 anos em 2018 e já foi residência de um rei e dois imperadores.

(Foto: Reuters/Ricardo Moraes)

Lá estiveram expostos objetos de carreira do Carmelitano José Cândido de Melo Carvalho (11 de junho de 1914 – 22 de outubro de 1994) que foi um foi um zoólogo brasileiro que se especializou em entomologia e era uma autoridade mundial nos verdadeiros insetos ou Hemiptera. Foi diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro (1955 – 1961) e do Museu Paraense Emílio Goeldi (1955-1960), em Belém. Suas habilidades tanto na ciência quanto no campo da política ajudaram o Brasil a desenvolver e manter um alto nível de biologia sistemática.

Carvalho publicou mais de 500 trabalhos sobre a taxonomia dos Miridae, bem como estudos de outros grupos de insetos. Entre 1957 e 1960, seu catálogo dos Miridae do mundo foi publicado pelo Museu Nacional, totalizando mais de 1.100 páginas.

Coordenou a edição do “Atlas da Fauna Brasileira”, um livro sobre animais brasileiros.

Além disso, publicou sobre o conhecimento dos animais pelos índios da bacia do rio Xingu e sobre as explorações dos primeiros naturalistas da Amazônia.

Foi membro da Academia de Ciências do Vaticano e vice-presidente do Conselho Nacional de Pesquisa do Brasil.

Ele participou da Olimpíada de 1936 em Berlim, quando se tornou amigo do futuro presidente brasileiro Castelo Branco.

(Foto: UFRJ)

Em 2016 teve sua história exposta no Museu Nacional através da mostra José Cândido de Melo Carvalho: Memórias de um Naturalista, por meio de objetos pessoais, fotografias e documentos, a mostra traçava uma trajetória do pesquisador desde a sua infância até os seus últimos dias à frente da instituição, onde dedicou uma vida inteira ao ensino superior e à Ciência.

O professor José Cândido foi responsável pela revitalização das exposições do MN, bem como por diversas publicações, eventos, cursos e trabalhos científicos que ajudaram a colocar a instituição como uma das mais importantes da América Latina.

 

 

 

 

 

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