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Pacientes com câncer não serão mais atendidos na Santa Casa de Lavras pelo Ipsemg

Cirurgias eletivas também já foram suspensas; medida foi tomada devido às dívidas do instituto com o hospital.

Santa Casa de Lavras (MG) deixou de atender pacientes com câncer pelo convênio do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). A medida foi tomada por falta de repasses. Em julho, as cirurgias eletivas também já haviam sido suspensas pelo mesmo motivo.

O aviso da suspensão foi colocado na entrada do hospital e os pacientes também estão sendo comunicados por telefone. Segundo o provedor da Santa Casa, a dívida vem se acumulando desde o mês de fevereiro.

O Ipsemg hoje nos deve R$ 855 mil. A dívida é referente de fevereiro para frente, ainda sem o fechamento do mês de julho, que ainda não aconteceu”, afirma Marciel Guerra Pierangeli.

Na cidade, o hospital Vaz Monteiro adotou a mesma medida no mês passado e segue sem atender o convênio. Mesma situação da Santa Casa de Três Pontas, da Fundação Hospitalar de Três Corações, do Hospital Santa Paula, em Pouso Alegre, e da Santa Casa de Itajubá.

Santa Casa de Lavras deixa de atender pacientes com câncer pelo Ipsemg (Foto: Reprodução/EPTV)

As suspensões já afetam diretamente a vida de quem precisa do serviço, como o aposentado Joaquim Vicente de Rezende. Ele tem leucemia crônica, que pode ser controlada com sessões de quimioterapia, mas agora o tratamento não pode mais ser feito na Santa Casa de Lavras.

Ligaram e falaram que não precisava subir porque não ia ter o tratamento mais”, conta a esposa do aposentado, Rita de Cássia Teixeira.

A Secretaria de Estado de Saúde disse que não pode fazer nada e recomendou apenas que ele procure atendimento no SUS, o que a família já vem tentando desde então.

Aposentado teve tratamento quimioterápico suspenso com a medida (Foto: Reprodução/EPTV)

Eu estou atirando para tudo quanto é lado, e a gente até conseguiu em Varginha, mas só que é para o dia 10 de setembro”, diz Rita.

Uma espera que só aumenta a angústia de quem não tem tempo a perder. “Eu acho que o Governo tinha que tomar uma atitude, porque todo mês é descontado na folha de pagamento [o valor do convênio]”, afirma o aposentado.

Você vê uma pessoa que você ama se acabando e sem recurso, é muito difícil. Porque a gente sabe que todos nós vamos morrer, mas a gente tem que morrer com dignidade, com socorro, né?”, conclui a esposa.

O Ipsemg foi procurado para saber sobre os repasses, mas até esta publicação não havia tido retorno.

 

 

 

 

 

Via G1/Sul de Minas
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