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Produtores rurais em Muzambinho começam a usar máquinas emprestadas pela Justiça

Cinco equipamentos foram emprestados; máquinário apreendido era adulterado para desviar café.

O empréstimo feito aos pequenos cafeicultores, foi determinado pela Justiça. Agora, os produtores já começam a fazer uso dos equipamentos. Cinco máquinas de beneficiamento apreendidas por desviar café foram emprestadas a produtores rurais em Muzambinho (MG). Os equipamentos foram recolhidos pela Polícia Civil em operações contra fraude.

Um dos produtores beneficiados pela iniciativa, é Israel Ramos. Em sua propriedade, a máquina que separa o grão da casca começou a ser usada essa semana. Ele explica que o equipamento economiza tempo e dinheiro e que antes, essa etapa era feita em outra propriedade.

O produtor que hoje é beneficiado, em 2015, foi prejudicado porque foi uma das vítimas que alugou a máquina sem saber que ela desviava parte do café.

Segundo o técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), Marco Antônio Ferreira, os produtores não precisam mais alugar máquinas. “Antes, os produtores contratavam as máquinas de terceiros para poder beneficiar seus cafés. Hoje não. Estão ganhando uma máquina para poder, eles mesmos, gerirem e transformar isso em lucro, na própria comunidade e em seus bolsos“, explica.

Para que o empréstimo ocorresse, além da manutenção da parte mecânica, o depósito falso das máquinas foi tampado. A decisão da Justiça de emprestar o maquinário irá beneficiar cerca de 18 famílias na região.

(Foto: Reprodução EPTV)

A iniciativa da Justiça de Muzambinho (MG) pode servir de exemplo e beneficiar outras regiões. É o que explica o juiz da comarca local, Flávio Schimitt.

Recebi algumas ligações de outros colegas, inclusive promotores e associações de bairro das outras comarcas onde se encontram as outras máquinas apreendidas. Todos pedindo para que eu fornecesse a cópia dessa decisão. Não para eles copiarem, mas sim, apenas como forma de referência para eles citarem que em Muzambinho, isso já tinha sido deferido. E poderia assim, então, sustentar uma decisão nesses outros processos fora da minha jurisdição“, disse o juiz.

Operação

Na ocasião, em 2016, a operação da polícia recolheu 32 máquinas. As investigações apontaram que os equipamentos chegavam a desviar cerca de 10% dos grãos limpos através de um fundo falso. Os crimes foram denunciados pelo Ministério Público e investigados pela polícia por quase 2 anos. A quadrilha operou nas propriedades por seis anos.

Os donos das máquinas foram identificados e respondem pelos crimes de furto e formação de quadrilha.

 

 

 

 

Via G1/Sul de Minas
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