Onda Sul FM

Queijo Minas Artesanal, fonte de renda e referência nacional

O queijo artesanal ao longo dos anos tem se tornado referência nacional em qualidade e sabor.

Os produtores rurais Onésio Leite da Silva (São Roque de Minas), José Baltazar (Serra do Salitre) e Eurico Tarôco (São João Del-Rei) são pessoas simples, de regiões distintas e que carregam cada um a sua história. No entanto, os três são unidos por pertenceram à elite de fabricação do Queijo Minas Artesanal (QMA).

O desejo de crescer e ir mais adiante são outras semelhanças que une os três produtores. Sendo assim, eles são unanimes em afirmar que esperam manter ou melhorar a qualidade.

Em uma pequena propriedade localizada a dois quilômetros da cidade de São Roque de Minas. Além disso, Onésio Leite da Silva trabalha com queijos desde os 12 anos de idade. Hoje ele tem 53.

Apoio da família, capricho, carinho e seriedade, o segredo de Onésio.

(Foto: Reprodução)

Com a ajuda da mulher e da filha, ele produz 30 queijos por dia e reconhece o apoio dos órgãos estaduais como imprescindíveis. Ao longo dos anos, bem como para a visibilidade do queijo da Serra da Canastra.

Atualmente a propriedade tem 39 vacas, que começam a passar pela ordenha ao amanhecer. “O segredo é muito capricho, carinho e seriedade. A higiene é outro ponto observado, pois a gente demora a fazer o nome, e se não tiver todo cuidado, a gente perde esse nome”, revela Onésio.

O produtor dá um exemplo do zelo que é necessário para a atividade: se alguma fala precisa de antibiótico, todo leite dela é descartado durante o tempo recomendado para que não interfira na qualidade do queijo.

Onésio diz que o queijo fica na sua melhor condição com 22 dias de maturação, tempo que considera ideal para transportar para Belo Horizonte, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Em São Roque de Minas, o queijo não vai a ponto comercial, mas pode ser adquirida pelo turista na porta da propriedade. Neste ano, o queijo do Onésio, como é conhecido, foi bronze na 11ª edição do Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal.

José Baltazar de 60 anos trabalha com queijo a mais de 20 anos.

(Foto: Reprodução)

No pequeno município de Serra do Salitre, o queijo é produto tradicional e chama atenção pela qualidade. São muitos produtores que fazem daquele lugar um dos mais atraentes para os apreciadores da iguaria.

José Baltazar, de 60 anos, começou a trabalhar com o derivado do leite a mais de 20 anos. Pouco tempo depois decidiu parar de produzir queijo e investir em café, produto que também gosta daquelas terras.

Baltazar trabalhava com café enfrentando altos e baixos daquela cultura, até que sofreu um acidente e resolveu abandonar a atividade. Entretanto, poucos anos depois, o caso foi determinante para a reviravolta na sua vida.

“Com o apoio da minha esposa, voltei a produzir queijo em 2004. Tinha pouca renda, mas precisei juntar dinheiro para a atividade e procurei assistência técnica da Emater. Em pouco tempo os projetos foram saindo do papel. Primeiro a construção do curral, depois o barracão para ordenha e, posteriormente, a queijaria”.

Coma a captação da Emater-MG, a regularização do IMA, a atividade na propriedade de Baltazar cresceu para 80 Kg/dia. E os queijos foram ganhando qualidade e fama.

Como autêntico mineiro, com seu jeito simples, o produtor vem colecionando títulos pela qualidade do queijo que produz. Recentemente, no 11º Concurso Estadual de Queijos Artesanais, em São Roque de Minas, ele faturou a medalha Super Ouro. Quando foi homenageado pelo governador Fernando Pimentel.

Campo dos Vertentes

(Foto: Reprodução)

A cinco quilômetros da histórica São João Del-Rei, no Campo das Vertentes, descendentes italianos fundaram a Colônia Viva. Um projeto de agro turismo que congrega 10 estabelecimentos diversos, entre eles a Queijaria Tarôco. Que se destaca pela qualidade do produto e hospitalidade.

A produção do queijo artesanal era apenas para consumo de uma família que está na quinta geração. Italianos que desembarcaram no Brasil em 1888 para trabalhar na agricultura. Nos últimos 4 anos, por estimulo de outra queijaria local, a família Tarôco, decidiu profissionalizar a atividade.

Com a apoio da Seapa, Emater, Epamig e IMA, a atividade prosperou rapidamente e ganhou visibilidade no inicio eram 10 queijos por dia, hoje 22, numero considerável suficiente para a família manter a qualidade.

A fabricação do queijo fica por conta da Dona Trindade, mulher de Eurico Tarôco, neto de italianos. Os dois têm três filhos, um deles engenheiro, que trabalhou no projeto da queijaria e depois se mudou por questões profissionais.

(Foto: Reprodução)

Dessa forma, o negocio foi crescendo e, no ano passado, a filha Joelma Tarôco, que morava fora, decidiu que era hora de voltar para casa e ajudar os pais. Portanto ela assumiu a questão administrativa.

Regiões e o modo de fazer

De acordo com a legislação em vigor, é considerado Queijo Minas Artesanal (QMA), aquele fabricado com leite cru da mesma propriedade. Atualmente o reconhecimento legal pelo IMA abrange 85 municípios de 7 regiões: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Triangulo.

Em suma, Maria Adinice, da EMATER-MG, diz que o modo de fazer é igual em todas as regiões. Com a utilização do coalho industrial, do pingo-soro que escorre no segundo dia de fabricação do queijo. E adicionado ao leite do dia seguinte facilitando a maturação.

 

 

 

 

Via Folha da Manhã

 

Faça seu comentário usando o Facebook
© 1999-2018 ONDA SUL - A RÁDIO DO SUL DE MINAS. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS / IA EMPRESA
WhatsApp chat