Onda Sul FM
Bloco Vermes

Salário parcelado tem impactado diretamente o comércio

A folha mensal dos servidores é de 3,2 bilhões, entretanto, esse total que deveria entrar na economia mineira de uma só ez, está sendo parcelado em três frações, afetando diretamente o comércio.

O setor comerciário de todo o Estado tem sentido os impactos negativos causados pelos atrasos e parcelamentos dos salários dos servidores estaduais. O motivo é a retração dos consumidores que estão com um poder de compra reduzido, devido aos pagamentos fora da data esperada e de forma subdividida.

Conforme abordou a Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais, a folha mensal de pagamento de todos os servidores é de R$3,2 bilhões, no entanto, esse total, que deveria entrar na economia mineira de uma só vez, está sendo parcelado em no mínimo três frações, o que está fazendo com que o comércio sinta os efeitos da insegurança de quem representa 8,6% do potencial de consumo em Minas.

Davi de Oliveira, presidente do Sindicato dos Comerciários de Passos, informou que, além de afetar as vendas no momento, a retração pode prejudicar as compras típicas de fim de ano. “Sem uma renda garantida, o medo de gastar ou investir é grande para o funcionário público; isso acaba afetando a receita disponível no mercado, as vendas tendem a cair, o que pode atrapalhar ainda mais o comércio com relação às datas comemorativas do segundo semestre do ano”, contou.

Para o presidente, tanto o parcelamento quanto os atrasos fazem parte de uma estratégia governamental inadequada. “O governo precisa mudar essa tática, sabemos que o dinheiro para o pagamento existe, então, não faz sentido estagnar todos os setores. Sou casado com uma funcionária pública e percebo essa situação em casa. Geralmente, a solução para o servidor é se apoiar em quem possui uma renda fixa e garantida na família”, disse Oliveira.

Jerônimo Pereira Machado, representante da Associação Mineira dos Supermercados em Passos, disse que o choque relacionado ao consumo dos servidores afetam todos os segmentos, mesmo que de maneiras diferentes. “De algum modo, todos os negócios são afetados, o consumidor está mais retraído e sem dinheiro. Dessa forma, obviamente, as compras diminuem por conta da insegurança. Talvez, o setor alimentício seja um dos menos afetados, por fazer parte dos insumos básicos, mas, mesmo assim, notamos uma mudança no comportamento do comprador”, contou Machado.

O representante da associação ainda destacou as alternativas que o servidor tem encontrado para continuar comprando, assim como o que tem sido feito por parte dos empreendedores, a fim de estimular as vendas. “O consumidor acaba optando por marcas alternativas, sempre em busca do melhor custo-benefício. Já o dono do empreendimento, por perceber a insegurança, tem trabalhado cada vez mais com promoções, ofertas e margem de lucro reduzida”, finalizou.

 

 

 

Via Folha da Manhã
Faça seu comentário usando o Facebook
© 1999-2018 ONDA SUL - A RÁDIO DO SUL DE MINAS. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS / IA EMPRESA
WhatsApp chat