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Setor de zoonoses de Passos opera com falta de recursos e risco de epidemia de dengue

Com a sombra de uma possível nova epidemia de dengue, o setor de zoonoses de Passos sofre com a falta de recursos. Desde o início do ano foram registrados 67 casos de suspeitas. Além disso, uma morte causada pela doença também ocorreu nos primeiros dias de 2019.

No último ano, a prefeitura investiu R$ 200 mil no setor. Contudo, o dinheiro não foi suficiente para melhoras as condições do local. Os laboratórios utilizados são improvisados e as análises acontecem ao lado da cozinha. Além ainda, somente 5 dos 11 carros são usados e duas bombas de fumacê funcionam. Segundo o coordenador do local, faltam profissionais e condições básicas de trabalho.

Ainda de acordo com ele, as condições estavam todas documentadas e foi levado adiante hierarquicamente. O coordenador também afirmou que não é um trabalho de curto prazo. Entretanto, será feita a tentativa de trabalhar a médio prazo para evitar o mesmo cenário de 2014.

Para a diretora de saúde coletiva, Adriana Torres, o município está preparado para possíveis complicações.

“Já traçamos um plano de contingência para nosso município em relação aos medicamentos, já copiamos o que a gente tem na rede, o que a gente vai precisar. Já acionamos também nosso regional de saúde, porque a gente tem um plano de contingência municipal com o estado que, se a gente já passar para a fase um, vão encaminhar os medicamentos que vamos necessitar para estar medicando as pessoas nesta epidemia, se ela vier a acontecer”, afirma.

Câmara não aprovou Código de Saúde

Em outubro de 2018, a prefeitura havia enviado à câmara o documento que criava o código de saúde do município. No projeto, previa-se a contratação de autoridade sanitária, que fiscalizaria locais fechados e aplicaria multas. Isso aconteceria caso fossem encontrados focos do mosquito Aedes aegypti.

Entretanto, o projeto não foi aprovado pelos vereadores. Eles avaliaram que o documento criava novos tributos e cargos sem nenhum critério.

A prefeitura informou que vai analisar as alterações pedidas pela câmara. Se preciso, serão feitas alterações e o código será reenviado para votação.

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