Minas Gerais passou a ter, em 2025, a maior frota de aeronaves de resgate do Brasil, com 10 aeronaves à disposição do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG). A frota é composta por seis helicópteros e quatro aviões, utilizados em missões de salvamento, transporte de pacientes graves, de órgãos para transplantes e apoio a emergências médicas e desastres naturais.
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Dois helicópteros recém-adquiridos, batizados de Arcanjo 13 e Arcanjo 14, chegaram no início do ano. São do modelo H145, fabricado pela Airbus/Helibras, e custaram R$ 82 milhões cada, com recursos do Fundo Estadual de Saúde (FES). Um deles já está em operação em Varginha, no Sul de Minas, e o outro está sendo usado para treinamento, devendo entrar em operação em Belo Horizonte até 2025.
As novas aeronaves fazem parte do Suporte Aéreo Avançado de Vida (Saav) – uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o CBMMG e o Samu. Com a ampliação, o estado atinge 100% de cobertura aérea para resgates e emergências médicas, com novas bases também em Juiz de Fora e Governador Valadares. A meta é alcançar até 10 bases em todo o estado.
De acordo com o major João Bosco Lara Júnior, comandante da Segunda Companhia Especial de Operações Aéreas, sediada em Varginha, a expansão representa um avanço importante na resposta rápida a emergências:
“A inauguração dessas bases torna o atendimento mais ágil. Em vez de enviar uma aeronave de BH para o Sul de Minas, por exemplo, já temos um helicóptero em Varginha.”
Os helicópteros são totalmente equipados para realizar atendimentos pré-hospitalares, transferências inter-hospitalares pelo SUS Fácil, transporte de órgãos, resgates em áreas de difícil acesso e apoio às forças estaduais de saúde e segurança.
Além de salvar vidas, o serviço aéreo ajuda a reduzir o tempo de internação hospitalar e os custos com tratamentos, como explica o major:
“Se um paciente com infarto é atendido dentro do tempo ideal, pode-se evitar complicações, melhorar a recuperação e reduzir os dias de internação.”
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Minas agora lidera o ranking nacional em frota de resgate. O Distrito Federal aparece em segundo lugar, com nove aeronaves, seguido por Goiás, com sete.
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