A Cemig realizou mais de 177 mil vistorias em casas, comércios e propriedades em Minas Gerais nos primeiros seis meses de 2025. O objetivo dessas inspeções é identificar ligações irregulares e fraudes na medição de energia, que causam prejuízos para todos os consumidores que pagam corretamente.
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As inspeções que encontraram algum tipo de irregularidade ou suspeita de fraude resultaram em uma recuperação de mais de R$ 216 milhões para a empresa. Isso representa o valor de energia que deixou de ser cobrado corretamente, além da previsão de faturamento regular após os ajustes.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, foram vistoriadas mais de 92 mil unidades, e as inspeções com problemas representaram cerca de R$ 100 milhões em perdas recuperadas.
A Cemig está realizando mutirões de fiscalização em várias cidades de Minas, e quando encontra um medidor com suspeita de fraude ou defeito, ele é enviado para análise em um laboratório da própria empresa.
Segundo Alexandre Ribeiro, supervisor de Relacionamento com Clientes da Cemig, o objetivo é reduzir prejuízos causados pelas fraudes e também conscientizar a população sobre os riscos e consequências do furto de energia.
“As irregularidades prejudicam todos os consumidores que pagam suas contas em dia. Além disso, mexer na rede elétrica sem autorização coloca a vida das pessoas em risco e pode causar acidentes graves, como choques, incêndios e quedas de energia”, explica Alexandre.
A Cemig usa tecnologia para monitorar o consumo de mais de 9 milhões de clientes. Esse trabalho é feito pelo Centro Integrado de Medição (CIM), que analisa dados e identifica padrões suspeitos em tempo real. Quando há algo estranho, uma equipe técnica é enviada para o local.
A maioria dos casos identificados envolve unidades de alta, média e baixa tensão, o que representa cerca de 70% do consumo total da distribuidora.
Consequências legais e financeiras
Quando é confirmada a fraude ou ligação irregular, a pessoa responsável precisa pagar o valor da energia usada sem ser cobrada, além de arcar com custos extras da investigação.
Além disso, o furto de energia é crime, conforme o Código Penal Brasileiro (artigo 155), com pena de até 8 anos de prisão. Em alguns casos, os responsáveis podem ainda responder por estelionato (artigo 171).
Segurança e responsabilidade
A Cemig reforça que ligações clandestinas, além de serem ilegais, colocam em risco a vida das pessoas e afetam o fornecimento de energia para toda a vizinhança.
A empresa continuará intensificando as vistorias e conta com o apoio da população para denunciar fraudes e situações suspeitas de forma anônima pelos canais oficiais.
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