A chegada de uma intensa massa de ar frio e seco sobre Minas Gerais deve provocar uma queda acentuada nas temperaturas mínimas nos próximos dias, especialmente nas regiões localizadas ao sul do estado. O fenômeno deve ser mais sentido nas madrugadas e inícios das manhãs de quarta (30) e quinta-feira (31) e pode trazer temperaturas abaixo de 0 °C em algumas áreas.
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De acordo com dados do modelo europeu ECMWF, o Sul de Minas será a região mais afetada pelo resfriamento, com previsão de temperaturas mínimas que podem ficar de 6 °C a 8 °C abaixo da média climatológica para o período. A expectativa é de formação de geada forte, especialmente nas áreas de baixada da Serra da Mantiqueira, onde o céu limpo e a ausência de ventos favorecem um resfriamento radiativo mais intenso.
Outras regiões do estado também sentirão os efeitos do frio. O Triângulo Mineiro, Campo das Vertentes, Oeste de Minas, extremo sul da Central Mineira, sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Zona da Mata e partes do Vale do Rio Doce devem registrar mínimas em torno ou abaixo de 10 °C, com possibilidade de geada fraca a moderada, dependendo da localização e das condições atmosféricas.
Riscos e impactos
O fenômeno pode trazer impactos significativos para a agricultura, especialmente em cultivos sensíveis às baixas temperaturas. Além disso, há preocupação com a saúde da população mais vulnerável, como idosos, crianças e pessoas em situação de rua, que devem receber atenção redobrada dos serviços de assistência social e saúde.
Veja o panorama da previsão de geada:
- Alta probabilidade de geada forte no Sul de Minas;
- Geada fraca a moderada no leste do Oeste de Minas, Campo das Vertentes e sul da Região Metropolitana;
- Geada fraca no leste do Triângulo Mineiro, Oeste de Minas e Zona da Mata.
A recomendação é que a população se prepare para o frio intenso e que agricultores adotem medidas preventivas para proteger as lavouras. Autoridades estaduais e municipais devem ficar atentas para mitigar possíveis impactos à saúde pública e à produção agrícola.
Fonte: Jornal Folha Regional
