Um morador de Lambari, foi picado por uma jararaca na tarde desta quinta-feira (04). A vítima, um senhor de idade, foi levada ao pronto-socorro da cidade, onde recebeu o atendimento inicial. No entanto, moradores denunciaram que a assistência demorou mais de duas horas, o que gerou indignação e questionamentos sobre a conduta da equipe e a disponibilidade do soro antiofídico.
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Uma moradora do bairro Sertãozinho relatou que o idoso teria permanecido por um longo período aguardando definição sobre o tratamento. Ela também questionou o motivo de o soro não ter sido aplicado em Lambari, já que, segundo ela, havia sido divulgado que o medicamento estava disponível no município. A moradora ainda levantou dúvidas sobre a capacitação da equipe de enfermagem para lidar com esse tipo de ocorrência.
Em nota, o setor de Saúde explicou que não houve atraso no atendimento médico, mas sim na definição do transporte, já que o helicóptero do SAMU não pôde ser acionado e não era possível contar com uma ambulância de Varginha naquele momento. A pasta destacou que o paciente recebeu os primeiros cuidados e ficou estável para ser transferido.
A Prefeitura esclareceu ainda que Lambari possui soros antiofídicos para os casos mais comuns na região, como acidentes com cascavéis, escorpiões e algumas espécies de serpente. Contudo, o soro específico para picada de jararaca (gênero Bothrops) não está disponível atualmente, o que tornou obrigatória a remoção do paciente para São Lourenço, município referência nesse tipo de atendimento.
O idoso foi levado na ambulância do SAMU de Lambari, acompanhado por um médico emergencista que atua tanto no pronto-socorro quanto no serviço de urgência. Durante todo o trajeto, ele permaneceu ao lado do paciente, que segue em recuperação e passa bem.









