O Ministério Público de Minas Gerais denunciou criminalmente, na última sexta-feira (9), um guarda civil municipal de Varginha, acusado de envolvimento na morte de um adolescente durante uma ação policial ocorrida em dezembro do ano passado. Além disso, o agente, de 46 anos, também responde por duas tentativas de homicídio.
Participe do Canal Portal Onda Sul no WhatsApp
A denúncia foi apresentada após o Ministério Público de Minas Gerais analisar o inquérito conduzido pela Polícia Civil, que concluiu as investigações sobre o caso. Conforme apurado, o adolescente Cauã Batista da Silva, de 17 anos, morreu em 21 de dezembro, após ser atingido por um disparo de arma de fogo durante uma abordagem da Guarda Civil Municipal.
A ocorrência foi registrada na Avenida Perimetral, via que liga as avenidas Celina Ferreira Ottoni e dos Tachos, em Varginha. Na ocasião, a Guarda Municipal informou que a ação tinha como alvo motociclistas que estariam realizando manobras ilegais. No entanto, segundo a corporação, os condutores não obedeceram à ordem de parada, seguiram pela contramão e parte do grupo fugiu em direção a um cafezal.
Ainda conforme relato de um dos agentes, Cauã, que estava como passageiro em uma das motocicletas, teria feito movimentos considerados bruscos e ameaçadores. Dessa forma, o guarda afirmou ter acreditado que o adolescente estivesse armado e, com isso, efetuou os disparos.
O jovem foi atingido pelas costas e não resistiu aos ferimentos. Além disso, outras duas pessoas também foram baleadas durante a ação. Desde então, familiares e amigos do adolescente contestam a conduta dos agentes e questionam a versão oficial apresentada pela Guarda Civil Municipal.
Após o episódio, a corregedoria da GCM instaurou um procedimento administrativo para apurar os fatos. Enquanto isso, o guarda responsável pelos disparos teve a arma recolhida para perícia, foi afastado das funções operacionais e acabou preso.
Procurada, a Guarda Civil Municipal informou, por meio de nota, que ainda não foi oficialmente comunicada sobre o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público. Por fim, caso a acusação seja aceita pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o agente passará à condição de réu, com a abertura da ação penal.
De acordo com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, o guarda permanece detido no presídio de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, à disposição do Judiciário.









