Uma análise climática divulgada pela Climatempo e repercutida pela Revista Cultivar aponta um cenário preocupante para o outono e início do inverno de 2026 no Centro-Sul do Brasil. A previsão indica maior frequência de incursões de ar frio entre maio e o começo de julho, elevando o risco de geadas antecipadas, especialmente em regiões de altitude.
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No Sul de Minas Gerais, principal polo de produção de café arábica do país, o período entre maio e junho passa a ser considerado crítico, antes mesmo da janela tradicional de maior risco. Esse novo comportamento climático aumenta a vulnerabilidade das lavouras e pode impactar diretamente a produtividade.
De acordo com o meteorologista Adilson Nazário, as primeiras massas de ar frio mais intensas devem chegar apenas a partir da segunda quinzena de maio, enquanto abril tende a manter características típicas de verão, com calor e pancadas de chuva.
Especialistas alertam que o principal desafio não está apenas na intensidade das geadas, mas na antecipação dos eventos. Quando ocorrem fora do período esperado, os danos podem ser ainda maiores, atingindo a fase de florada do café e comprometendo a safra seguinte.
A preocupação é reforçada pelo histórico recente. Em junho de 2025, geadas atingiram municípios do Sul de Minas, como Nova Resende, Muzambinho e Monte Belo, causando perdas significativas na produção. O episódio evidenciou que o comportamento do frio já não segue padrões tradicionais, alcançando áreas antes consideradas seguras.
Para 2026, o alerta é claro: produtores precisam se preparar com antecedência. Medidas como monitoramento constante da previsão do tempo, manejo nutricional e uso de técnicas de proteção devem ser intensificadas já a partir do fim de abril.
Embora o inverno possa começar com temperaturas acima da média, o risco permanece elevado. O novo padrão climático sugere um atraso da estação, mas com ondas de frio mais concentradas e, possivelmente, antecipadas. Para o campo, isso representa uma mudança significativa: o frio pode chegar antes — e encontrar lavouras despreparadas.
Fonte/Climatempo









