A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza tem início neste sábado (28/3) nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul, com objetivo de proteger os grupos mais vulneráveis a formas graves da doença. A mobilização segue até 30 de maio e prioriza crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes.
O Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina, e orienta estados e municípios a intensificarem ações já no primeiro mês da campanha, com busca ativa dos públicos prioritários. O Dia D nacional ocorrerá também neste sábado, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Algumas localidades, como o Distrito Federal e o Rio de Janeiro, iniciaram a imunização antecipadamente.
Para ampliar o alcance, o Governo do Brasil enviará até quinta-feira (26/3) 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação, reforçando informações oficiais e incentivando a vacinação.
Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram registrados 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com cerca de 840 óbitos, sendo a influenza responsável por 28,1% das infecções graves.
A vacina trivalente deste ano protege contra Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). A imunização deve ser anual para acompanhar as novas cepas em circulação.
A vacinação também contempla profissionais de saúde, indígenas, população em privação de liberdade e pessoas com doenças crônicas. Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema depende do histórico vacinal: quem já foi vacinado anteriormente recebe uma dose, enquanto os não vacinados devem receber duas doses com intervalo mínimo de quatro semanas. A aplicação pode ser feita simultaneamente a outras vacinas, como a da COVID-19.
A campanha reforça a vacinação como a principal forma de prevenção, reduzindo casos graves, internações e mortes pela influenza.
Fonte/Estado de Minas









