A Polícia Civil de Minas Gerais investiga uma série de casos de envenenamento de animais domésticos registrados em Campos Gerais, no Sul do estado. Desde a última sexta-feira (3), pelo menos 13 gatos foram encontrados mortos, principalmente na região do bairro Presépio, gerando medo, revolta e preocupação entre os moradores.
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Diante da situação, tutores têm mantido seus animais dentro de casa como forma de prevenção contra novos ataques. A suspeita de envenenamento em série mobiliza a comunidade, que teme que outros casos possam ocorrer nos próximos dias.
Um dos episódios mais graves envolve um morador que, com apoio de vizinhos, cuidava de cerca de 28 animais, muitos deles resgatados das ruas e castrados por meio de projetos municipais. Somente nos últimos dias, 13 gatos sob sua responsabilidade morreram — sete dentro da residência e outros seis encontrados nas imediações.
Outra moradora, que também perdeu um animal de estimação, relatou que os gatos apresentaram sinais de sofrimento antes de morrer. Segundo ela, foram identificadas substâncias estranhas deixadas pelos animais, o que reforça a suspeita de envenenamento com “chumbinho”, produto ilegal frequentemente utilizado nesse tipo de crime.
Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou inquérito para apurar os fatos. Até o momento, não há informações sobre a autoria dos crimes. Um dos responsáveis pelos animais já foi ouvido, e a equipe segue coletando elementos para esclarecer o caso.
A corporação orienta que moradores que tenham perdido animais ou suspeitem de envenenamento procurem uma unidade policial para registrar boletim de ocorrência. Segundo a polícia, o registro é fundamental para o avanço das investigações e identificação dos responsáveis.
De acordo com a legislação vigente, a prática é considerada crime ambiental, tendo como vítima a coletividade. A Lei de Crimes Ambientais prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda de animais para quem praticar atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. Nos casos em que há morte, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.
*com informações G1 Sul de Minas









