Em Campo Belo, no Sul de Minas, a Polícia Civil realizou na manhã desta sexta-feira (17) a reprodução simulada do feminicídio que vitimou Rosilene Pedrão da Silva Pereira, de 52 anos. O crime ocorreu no domingo de Páscoa, no bairro Arnaldos, e tem como principal suspeito o filho da vítima, Jorge Miguel da Silva, de 27 anos, que permanece preso.
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A reconstituição começou às 8h21 e terminou por volta das 9h40, com duração aproximada de 1 hora e 20 minutos. Logo no início da manhã, policiais civis, peritos, policiais penais e o suspeito estiveram no local do crime. A movimentação chamou a atenção de moradores da região. Após o trabalho, o investigado foi reconduzido ao presídio de Campo Belo, enquanto o inquérito segue em andamento.
Além disso, a reprodução simulada ajudou a esclarecer contradições sobre o horário do crime. Segundo a delegada responsável pelo caso, o suspeito havia informado inicialmente que o feminicídio ocorreu no fim do dia. No entanto, as investigações já apontavam que a morte aconteceu no período da manhã.
Durante a reconstituição, o homem mudou a versão e passou a relatar que matou a mãe entre 8h e 9h, logo após chegar da casa da namorada, onde havia passado a noite depois de uma festa em Varginha. Dessa forma, o novo depoimento ficou alinhado com os elementos já apurados pela Polícia Civil.
Outro ponto esclarecido foi a forma como o corpo permaneceu oculto por três dias dentro da residência. Conforme a investigação, o suspeito utilizou caixas e objetos para criar uma espécie de barreira visual entre os cômodos. Além disso, a porta ficou entreaberta, dificultando a visualização do corpo. Com isso, mesmo com pessoas procurando pela vítima, o cadáver não foi encontrado de imediato.
Ainda segundo a polícia, produtos de limpeza foram usados para tentar disfarçar o odor da decomposição. Durante a reprodução, o suspeito também demonstrou a dinâmica do crime. A investigação aponta que Rosilene morreu por asfixia, após ser imobilizada durante uma discussão.
Por outro lado, a Polícia Civil descartou a versão inicial de que o suspeito cobrava dívidas da mãe. Conforme apurado, era ele quem possuía débitos de contas básicas, como água e energia, que chegaram a ser cortadas próximo à data do crime. A vítima, segundo a investigação, cobrava responsabilidade do filho, o que teria provocado o desentendimento.
Enquanto isso, familiares acompanharam a reconstituição e demonstraram forte abalo emocional. Um dos filhos da vítima e a ex-sogra estiveram no local. O filho Vitor afirmou que espera que a verdade seja esclarecida e que a justiça seja feita.
Por fim, a Polícia Civil informou que, além de feminicídio e ocultação de cadáver, o inquérito pode incluir o crime de tráfico de drogas. Durante a ação, comprimidos de droga sintética foram encontrados na residência.









