A 4ª edição do Mundial do Queijo do Brasil confirmou o crescimento e a relevância do setor lácteo artesanal ao reunir números expressivos e ampla participação internacional. O evento foi realizado entre os dias 16 e 19 de abril de 2026, no Teatro B32, na cidade de São Paulo.
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Organizado pela SerTãoBras em parceria com a Guilde Internationale des Fromagers, o encontro colocou o Brasil no centro das atenções da cultura queijeira mundial. Nesta edição, foram inscritos mais de 2.700 queijos e produtos lácteos para avaliação técnica — número superior à expectativa inicial de 2 mil itens.
O concurso contou com a participação de representantes de mais de 30 países, incluindo potências tradicionais como França e Suíça. Ao todo, cerca de 350 jurados, entre brasileiros e estrangeiros, analisaram critérios como textura, aroma e equilíbrio de sabores.
Além da competição, o evento também teve grande adesão do público: aproximadamente 60 mil visitantes passaram pelo local, que contou ainda com a presença direta de mais de 100 produtores brasileiros em uma feira gratuita.
Minas Gerais lidera premiações
Os produtores de Minas Gerais tiveram desempenho de destaque, conquistando 172 medalhas — cerca de 30% das 567 premiações distribuídas no evento. O resultado reforça a posição do estado como referência nacional na produção de queijos e derivados lácteos.
As medalhas mineiras foram distribuídas da seguinte forma:
- 23 medalhas Super Ouro
- 42 medalhas de Ouro
- 52 medalhas de Prata
- 55 medalhas de Bronze
Além dos queijos artesanais, Minas também foi premiado em categorias como doce de leite, iogurte e manteiga.
Serra da Canastra em evidência
A região da Serra da Canastra voltou a se destacar no cenário nacional. Entre os municípios com premiações confirmadas estão:
- Piumhi: 7 medalhas (3 de prata e 4 de bronze)
- São Roque de Minas: 1 Super Ouro, 3 de prata e 3 de bronze
- Delfinópolis: 1 medalha de bronze
Um dos principais destaques foi a Fazenda Santiago, em São Roque de Minas, que conquistou medalha Super Ouro com um queijo Canastra de produção familiar. A tradição da propriedade ultrapassa 200 anos e atualmente está na sétima geração da família. O trabalho envolve Luís Fernando, responsável pelo manejo e ordenha do rebanho, sua mãe Raquel, que atua na fabricação, e o patriarca José Antônio de Faria, que coordena as atividades da fazenda.
Produtores premiados
Entre os produtores da região que conquistaram medalhas estão:
- Adalton Soares da Costa — Bronze (Queijo do Tino, 45 dias)
- Jadir da Costa Pereira — Prata (Canastra Real, 150 dias)
- Jadir da Costa Pereira — Prata (Queijo J&C, 240 dias)
- Vinícius Silva Pereira — Bronze (Pingo do Mula)
- Vinícius Silva Pereira — Prata (Pingo do Mula)
- José Antônio de Faria — Super Ouro (Queijo Canastra, 15 dias)
Reconhecimento e expansão do setor
O desempenho mineiro contou com o apoio de instituições como a Emater-MG e das prefeituras locais. Segundo os envolvidos, as premiações funcionam como importantes selos de qualidade, contribuindo para a abertura de novos mercados e o fortalecimento da produção artesanal.
O evento reforça o papel do Brasil no cenário internacional e evidencia o potencial do setor para crescer aliado à valorização da tradição e da identidade regional.
Fonte: Jornal Folha Regional









