A Justiça condenou Guilherme Gonçalves Bernardo, de 31 anos, a 15 anos de prisão pelo assassinato do mecânico Ricardo Moreira Alves, de 66 anos, ocorrido em maio de 2025, em Areado, no Sul de Minas. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (26), no Tribunal do Júri da comarca, e terminou com a condenação do réu por homicídio duplamente qualificado.
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Segundo a decisão, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime, acolhendo a denúncia apresentada pelo Ministério Público. A condenação teve como base o artigo 121 do Código Penal, que trata do homicídio qualificado, e a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Na sentença, o juiz Elias Aparecido de Oliveira determinou a execução imediata da pena e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. O magistrado destacou que os motivos da prisão preventiva permanecem válidos e citou entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite o início do cumprimento da pena após condenação pelo Tribunal do Júri.
Durante a dosimetria da pena, a Justiça considerou agravantes relacionadas à brutalidade do crime. Um dos fatores apontados foi o fato de o assassinato ter acontecido na presença de uma adolescente.
De acordo com a denúncia, Guilherme invadiu a casa da vítima após pular o muro do imóvel e atacou Ricardo com um pedaço de madeira e fragmentos de lajota. O mecânico sofreu traumatismo craniano e morreu em decorrência dos ferimentos.
Na época do crime, o acusado acionou a polícia alegando que o idoso estaria soltando bombinhas e causando perturbação. Testemunhas, porém, afirmaram que os artefatos eram usados pela vítima apenas para espantar passarinhos.









