A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu em flagrante dois homens, de 43 e 47 anos, suspeitos de envolvimento em um esquema de abate clandestino de cavalos em uma propriedade rural de Campo Belo (MG). A ação ocorreu na noite de quarta-feira, 08, e resultou na apreensão de 165,6 quilos de carne, além de instrumentos utilizados no abate e na desossa dos animais.
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De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após informações sobre um incêndio em uma propriedade que já era alvo de apurações por suspeita de abate irregular de equinos. Durante as diligências, os policiais interceptaram uma caminhonete ocupada pelos suspeitos e encontraram na carroceria diversos sacos contendo carne com indícios de abate recente.
Segundo a corporação, um dos detidos relatou que havia sido contratado para auxiliar no processamento da carne e afirmou que a atividade ocorria de forma recorrente, com a retirada do produto logo após os abates. As investigações apontam que os animais eram mortos com golpes de marreta na cabeça.
Na propriedade rural, os policiais localizaram restos de carcaças de equinos ainda em processo de carbonização e uma escavação utilizada para o descarte de resíduos orgânicos. Conforme a Polícia Civil, o local não possuía qualquer estrutura adequada para impedir a contaminação do solo.
A área de descarte fica próxima a um recurso hídrico e a uma Área de Preservação Permanente (APP), o que também levantou suspeitas de crime ambiental. A extensão dos possíveis danos ao meio ambiente será apurada no decorrer das investigações.
Além da carne, foram apreendidos aparelhos celulares, um caderno com anotações relacionadas à comercialização do produto e a caminhonete utilizada no transporte.
A carne recolhida foi encaminhada aos órgãos municipais de fiscalização sanitária para avaliação técnica e posterior descarte. Os dois suspeitos foram conduzidos à delegacia e autuados em flagrante.
A Polícia Civil segue investigando a destinação da carne, a identificação de possíveis compradores e a participação de outras pessoas no esquema criminoso, além de apurar os impactos ambientais causados pela atividade clandestina.
*com informações G1 Sul de Minas








