O governo federal estima que o salário mínimo nacional poderá chegar a R$ 1.741 em 2027. A nova projeção representa um aumento de 7,4% em relação ao valor atual, de R$ 1.621.
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A nova estimativa foi divulgada nesta sexta-feira (14) em reportagem da Folha de S.Paulo. O valor deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto, dentro da proposta do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.
A previsão, porém, ainda pode sofrer alterações antes de entrar em vigor, em 1º de janeiro do próximo ano.
Em abril, a projeção do governo apontava para um salário mínimo de R$ 1.717. Com a atualização, a estimativa aumentou R$ 24.
Caso seja confirmado, o reajuste de 2027 será superior ao aplicado neste ano, de 6,79%. Em 2025, o salário mínimo era de R$ 1.518.
Impacto nas contas públicas
A definição do salário mínimo segue a política de valorização do piso nacional e também interfere diretamente nas despesas obrigatórias do governo. Entre os pagamentos impactados estão aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Segundo estimativas do governo, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo representa cerca de R$ 413,2 milhões em despesas adicionais. Com a elevação de R$ 24 na projeção anterior, o impacto estimado sobre as despesas obrigatórias de 2027 chega a R$ 9,9 bilhões.
A revisão da previsão ocorreu após uma atualização das expectativas para a inflação, que ficaram acima da estimativa anterior.
Cálculo do salário mínimo
O valor do salário mínimo é definido com base na inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior e na variação do Produto Interno Bruto (PIB) registrada dois anos antes.
Para controlar o impacto do reajuste sobre as contas públicas, o governo estabeleceu um limite para o ganho real do piso nacional, seguindo as regras do arcabouço fiscal. O crescimento acima da inflação fica limitado a uma faixa entre 0,6% e 2,5%.
Atualmente, a Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, projeta inflação de 4,93% no período considerado para o cálculo. O percentual está acima da previsão anterior.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira cresceu 2,3% no ano passado.
*com informações Itatiaia








