Um estudo realizado nos Estados Unidos identificou uma possível relação entre o uso de medicamentos para emagrecimento e as chances de mulheres conseguirem emprego. Segundo a pesquisa, mulheres que utilizam medicamentos agonistas do receptor GLP-1 apresentaram uma probabilidade 27 pontos percentuais maior de ingressar no mercado de trabalho em comparação com mulheres semelhantes que desejavam usar os medicamentos, mas ainda não haviam iniciado o tratamento.
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O trabalho acadêmico foi divulgado pelo National Bureau of Economic Research (NBER) em junho deste ano. O estudo ainda não passou por revisão por pares.
A análise utilizou informações do Understanding America Study, painel representativo da população dos Estados Unidos mantido pela Universidade do Sul da Califórnia.
Peso pode influenciar oportunidades profissionais
Para tentar identificar o efeito associado ao tratamento, foram comparadas mulheres entre 25 e 61 anos com características semelhantes de renda, situação socioeconômica e histórico de saúde.
Entre as participantes que estavam desempregadas ou fora da força de trabalho quando começaram a ser acompanhadas, aquelas que iniciaram o tratamento apresentaram, após aproximadamente um ano e meio, aumento de 27 pontos percentuais na probabilidade de inserção profissional em relação ao grupo que não começou a utilizar os medicamentos.
Os resultados levantam uma discussão sobre a influência da aparência e do peso corporal nas oportunidades oferecidas às mulheres no mercado de trabalho.
Estudo também encontrou impacto nos relacionamentos
A pesquisa identificou ainda uma mudança na vida afetiva das participantes. Entre as mulheres que estavam solteiras no início do tratamento, a probabilidade de se casar ou passar a morar com um parceiro aumentou 29 pontos percentuais após cerca de um ano e meio.
O estudo também chama atenção para uma possível ampliação das desigualdades sociais. Como medicamentos desse tipo podem ter custo elevado, o acesso tende a ser maior entre pessoas com renda mais alta, o que poderia fazer com que eventuais benefícios sociais e profissionais associados à perda de peso também fossem distribuídos de maneira desigual.
Os resultados mostram uma associação e não significam que o uso de medicamentos emagrecedores garanta emprego ou relacionamento.
Fonte: EM.COM.BR








