A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou a Operação Gargântua para desarticular uma organização criminosa investigada por envolvimento em crimes como agiotagem, extorsão, tortura, homicídio, tráfico de drogas, posse e porte ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Capitólio, no Sul de Minas, está entre as cidades apontadas como área de atuação do grupo.
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Segundo as investigações, a organização tinha como base São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas também mantinha atividades em municípios como Vespasiano, Contagem, Belo Horizonte e Capitólio.
Mais de 80 policiais civis participaram da operação, que contou com equipes do Departamento Estadual de Operações Especiais (DEOESP), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e do Comando de Operações Especiais.
Ao todo, dez pessoas foram presas, sendo três mulheres. Um dos investigados ainda é considerado foragido.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas armas de fogo, simulacros e mais de 90 munições de uso restrito. Os policiais também encontraram joias, uma máquina de contar dinheiro e cerca de R$ 170 mil em espécie.
A ofensiva também atingiu o patrimônio atribuído ao grupo. Duas lanchas e nove veículos, entre carros e motocicletas, foram apreendidos. A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 22 milhões relacionados aos investigados e a empresas que, conforme as apurações, seriam utilizadas para ocultar e lavar dinheiro.
Devedores eram submetidos a violência
De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava principalmente com empréstimos cobrados a juros abusivos. Os integrantes procuravam possíveis clientes, inclusive de porta em porta, oferecendo dinheiro rápido por meio de cartões de visita.
Quando os pagamentos não eram realizados, as cobranças teriam evoluído para ameaças e violência. Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam máscaras e roupas semelhantes a uniformes do Exército para invadir imóveis, intimidar familiares e torturar fisicamente e psicologicamente os devedores.
Em situações de extrema violência, os investigados teriam amputado membros de algumas vítimas. As agressões também seriam gravadas e os vídeos usados posteriormente para ameaçar outras pessoas que tinham dívidas com o grupo.
Até o momento, pelo menos 30 vítimas foram identificadas.
Cadernos com registros de dívidas, cartões e outros documentos apreendidos durante a operação devem contribuir para o avanço das investigações e ajudar na identificação de novas vítimas, crimes e possíveis integrantes da organização.
A Polícia Civil informou que a atuação do grupo em Capitólio será um dos pontos aprofundados ao longo das investigações.
*com informações Folha Regional







