Uma mulher de 42 anos foi presa nesta quarta-feira (9), em Santo Antônio do Amparo, suspeita de matar a própria mãe e provocar um incêndio na residência onde as duas moravam, em Boa Esperança, no Sul de Minas. O caso ocorreu em maio deste ano e, inicialmente, chegou a ser tratado como um possível acidente.
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Segundo a Polícia Civil, a investigada foi localizada após meses de buscas. Ela estava sendo procurada desde que deixou a delegacia de Boa Esperança depois de confessar o crime durante as investigações.
Na ocasião da confissão, a mulher não pôde ser presa porque não havia mandado de prisão expedido contra ela e também não existia situação de flagrante. Após o depoimento, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva, que foi autorizada.
Com o mandado expedido, os investigadores passaram a procurar pela suspeita. Segundo o delegado Alexandre Boaventura, responsável pelo caso, foram identificadas passagens da mulher por cidades como Perdões, Lavras e Bom Sucesso.
A suspeita acabou localizada em Santo Antônio do Amparo por uma equipe que atuava em conjunto com a Delegacia de Boa Esperança.
Incêndio matou idosa dentro de casa
O crime aconteceu no dia 12 de maio, em uma residência na Rua Godofredo Moreira, no Centro de Boa Esperança. A vítima, Graça Maria Nogueira Silva, morreu carbonizada.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 12h50. Quando os militares chegaram ao imóvel, encontraram grande quantidade de fumaça e iniciaram o combate às chamas.
Durante as buscas no interior da casa, os bombeiros localizaram o corpo da idosa em um dos quartos, em meio aos escombros dos móveis atingidos pelo fogo.
Inicialmente, a perícia não encontrou sinais imediatos de que o incêndio tivesse sido provocado e o caso passou a ser tratado como uma possível ocorrência acidental.
Com o avanço das investigações, porém, laudos periciais e análises técnicas apontaram indícios de que o fogo teria sido provocado intencionalmente. Ao todo, 15 pessoas foram ouvidas durante a apuração.
Discussão teria ocorrido antes do crime
De acordo com a Polícia Civil, mãe e filha moravam juntas e havia um histórico de conflitos familiares, principalmente relacionados a questões financeiras.
Na manhã do crime, as duas teriam discutido depois que a idosa pediu para que a filha deixasse a residência.
Ainda conforme a investigação, durante a discussão, a vítima teria caído e ficado desacordada após aparentemente bater a cabeça.
A suspeita teria, então, ateado fogo no cômodo com o objetivo de esconder o que havia acontecido e fazer com que a morte parecesse consequência de um incêndio acidental.
Confrontada com as provas reunidas durante a investigação, a mulher confessou o crime, segundo a Polícia Civil.
Ela foi indiciada por homicídio qualificado. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar o caso e decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.
Com a prisão preventiva cumprida, a investigada permanece à disposição da Justiça.








