A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu a investigação sobre o assassinato do sargento Rodrigo Silva Pereira, morto em uma emboscada no dia 4 de março, em Campo Belo, no Sul de Minas. Segundo a corporação, o crime teria sido planejado por integrantes de uma organização criminosa como retaliação à atuação do militar no combate ao tráfico de drogas.
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As investigações começaram logo após o homicídio e envolveram análise de imagens de câmeras de segurança, dados extraídos de celulares e depoimentos de testemunhas. Conforme a apuração, a rotina e os deslocamentos do sargento teriam sido monitorados antes do ataque.
Rodrigo retornava para casa de carro, acompanhado do filho, quando foi alvo dos disparos. A investigação identificou Natan Brás Francisco como o principal mandante do assassinato. De acordo com a Polícia Civil, ele e o irmão, Breno Brás Francisco, exerciam posições de liderança em uma organização criminosa com atuação na região conhecida como Morro do Pedrão. Os dois morreram durante confronto com a Polícia Militar no domingo (20).
A Polícia Civil relaciona a motivação do crime ao trabalho desenvolvido pelo sargento no setor de inteligência da PM. Rodrigo teria participado de ações de monitoramento, além de operações que resultaram em apreensões de drogas e armas ligadas ao grupo investigado.
Dois investigados foram presos. Kenneth Lohan Silva Carvalho, conhecido como Ceará, é apontado como responsável por monitorar a rotina do militar e fornecer informações aos executores. Já Rodrigo Antônio de Oliveira teria disponibilizado a motocicleta utilizada no crime e, segundo a investigação, também estaria ligado a atividades de lavagem de dinheiro da organização.
Outro suspeito, Samon Alves, apontado como o homem que teria conduzido a motocicleta utilizada na emboscada, permanece foragido. A Polícia Civil informou que pretende divulgar uma fotografia para auxiliar na localização dele.
Ao final do inquérito, cinco investigados foram apontados por participação no homicídio qualificado. A apuração também resultou em indiciamentos relacionados a organização criminosa, lavagem de dinheiro e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Desde o assassinato do sargento, nove pessoas morreram em confrontos com a Polícia Militar durante operações relacionadas ao caso. As circunstâncias dessas mortes são alvo de procedimentos específicos de investigação do Ministério Público de Minas Gerais.








