O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou nesta quarta-feira (7) a Operação Piratas do Asfalto, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por furtos e roubos de cargas, crimes patrimoniais cometidos com violência e grave ameaça e comércio ilegal de armas de fogo no Sul de Minas.
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Ao todo, a Justiça expediu oito mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Seis prisões foram cumpridas e dois investigados são considerados foragidos.
A operação foi realizada nas cidades de Extrema, Itapeva, Camanducaia e Cambuí pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Pouso Alegre, pela 2ª Promotoria de Justiça de Extrema e pela Polícia Militar.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, também foram realizadas prisões em flagrante por suspeitas de receptação, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
Grupo monitorava acidentes na Fernão Dias
As investigações tiveram início em março de 2025. De acordo com o MPMG, técnicas especiais de obtenção de provas autorizadas judicialmente permitiram identificar a estrutura e o modo de atuação do grupo.
Os investigados são suspeitos de furtar e roubar cargas de caminhões às margens da Rodovia Fernão Dias, principalmente no trecho entre Extrema e Campanha. Segundo as apurações, os criminosos monitoravam acidentes de trânsito e veículos que permaneciam parados para aproveitar a situação e retirar as mercadorias.
Ainda conforme o Ministério Público, os integrantes da organização utilizavam rotas de fuga em áreas rurais que já haviam sido previamente definidas. Após os crimes, os produtos eram rapidamente repassados a receptadores.
O grupo também é investigado por furtos e roubos em sítios e chácaras localizados nas zonas rurais de Camanducaia e Cambuí, em Minas Gerais, e Joanópolis, no interior de São Paulo.
Crimes envolviam violência e uso de armas
Segundo o MPMG, os crimes eram cometidos com emprego de armas de fogo e violência física e psicológica contra as vítimas. As investigações incluem relatos de sessões de tortura e, em um dos casos apurados, uma vítima chegou a ser baleada.
Os investigadores também identificaram suspeitas de estelionato eletrônico por meio do golpe conhecido como “falso Pix”, além de posse, porte e comércio ilegal de armas de fogo.
Drogas, dinheiro e celulares são apreendidos
Durante a operação, os policiais apreenderam 19 papelotes de cocaína, uma munição calibre 9 mm, 16 celulares, R$ 10.481 em dinheiro e um notebook.
Também foram recolhidos três pássaros da fauna silvestre. Além disso, foram registradas três ocorrências relacionadas à suspeita de receptação.
A operação contou com 94 policiais militares, 32 viaturas e o apoio de um helicóptero.
De acordo com o MPMG, o nome “Piratas do Asfalto” faz referência à atuação dos investigados em roubos e saques de cargas às margens de uma das principais rodovias do país.








