Um corretor de imóveis de 26 anos foi preso em flagrante em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas Gerais, suspeito de aplicar golpes imobiliários que teriam causado prejuízo superior a R$ 500 mil a pelo menos 25 pessoas. Segundo a Polícia Civil, o investigado utilizava o nome de uma imobiliária da cidade para transmitir credibilidade às negociações fraudulentas.
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A prisão aconteceu no momento em que o suspeito negociava mais um imóvel. De acordo com as investigações, uma vítima havia pago R$ 9 mil de entrada pela compra de um terreno, mas desconfiou da transação e procurou a Polícia Civil. Após ser acionado, o setor de investigação realizou a abordagem e prendeu o homem em flagrante.
Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva, medida que pode ser mantida enquanto estiverem presentes os requisitos legais determinados pela Justiça.
Polícia investiga mais de 20 possíveis casos de estelionato
Segundo o delegado Rafael Souza Gomes, o suspeito já era investigado desde o início do ano por supostas fraudes envolvendo a comercialização de imóveis.
Após a prisão, a Polícia Civil recebeu relatos de mais de 20 possíveis vítimas. Entre os casos apurados, há uma ocorrência em que um imóvel teria sido alugado sem o conhecimento do proprietário.
O investigado poderá responder por mais de 20 crimes de estelionato, conforme informou a polícia. Também são apuradas possíveis falsificações de documentos utilizados nas negociações.
Para avançar nas investigações, foi instaurado um inquérito para cada caso. Nos próximos dias, as vítimas deverão ser intimadas a prestar depoimento e apresentar contratos, comprovantes de pagamento e outros documentos que possam contribuir para a apuração dos fatos.
Defesa afirma que corretor tem registro ativo no CRECI-MG
A defesa de Álvaro Antônio Camilo Cardeal Marquezini informou que ele atua como corretor de imóveis e possui registro ativo no Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (CRECI-MG). O conselho confirmou a existência do registro e declarou que, até o momento, não há denúncias contra ele nos registros da entidade.
Em nota, os advogados afirmaram estar cientes da gravidade das investigações e disseram que permanecem à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. A defesa também destacou que acompanha o caso para assegurar o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
Os representantes legais ressaltaram ainda que cada negociação deve ser examinada individualmente, com rigor técnico. Em relação aos prejuízos relatados pelas vítimas, informaram que já existem iniciativas concretas de acordo para buscar soluções para as questões financeiras.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.









