A presença de piranhas no Rio Grande tem preocupado pescadores e especialistas do Sul de Minas. Após registros da espécie no Lago de Furnas, os animais também foram encontrados em trechos do rio, com relatos em municípios como Guapé, Carmo do Rio Claro, São José da Barra e Passos.
Participe do Canal Portal Onda Sul no WhatsApp
Na última sexta-feira, o pescador Baltazar dos Reis Silva encontrou uma piranha presa em uma rede durante uma pescaria no Rio Grande. Ao tentar retirar o animal, ele acabou sendo mordido.
Diante dos registros, o presidente da Colônia dos Pescadores, João Batista Rodrigues, orientou pescadores profissionais, mergulhadores e frequentadores da região a redobrarem a atenção. Ele também pediu que novos casos sejam comunicados à entidade para ajudar a acompanhar a ocorrência da espécie.
Segundo Rodrigues, é importante que os órgãos responsáveis avaliem a situação e verifiquem a necessidade de medidas preventivas, como a instalação de placas de alerta nos locais onde houver registros.
Biólogo alerta para desequilíbrio ambiental
O biólogo Michael Silveira Reis explicou que a piranha não é uma espécie nativa da região e que sua introdução pode provocar impactos no equilíbrio ecológico do Rio Grande.
De acordo com o especialista, a presença desses animais pode afetar outras espécies de peixes que já habitam o ambiente, como lambaris, mandis e tilápias. Ele também alertou para possíveis riscos aos banhistas e às pessoas que utilizam o rio para atividades de lazer.
O biólogo destacou que ainda é necessário avaliar a situação para compreender a dimensão da presença das piranhas e os possíveis impactos ambientais.
Como as piranhas podem ter chegado à região?
Michael Silveira Reis apontou duas hipóteses para explicar a presença dos animais no Rio Grande. A primeira é a soltura intencional de exemplares por pessoas, prática que pode configurar crime ambiental.
A segunda possibilidade seria o transporte acidental por embarcações. Nesse cenário, a água acumulada nos barcos poderia carregar organismos de regiões onde a espécie ocorre naturalmente e, posteriormente, liberá-los em outros ambientes.
O especialista ressaltou que a introdução de espécies em locais onde elas não são nativas pode provocar desequilíbrios ambientais. No entanto, a origem dos exemplares encontrados na região ainda precisa ser esclarecida.
Enquanto novos registros são acompanhados, pescadores e especialistas reforçam a importância de comunicar a presença dos animais e evitar o manuseio de piranhas, especialmente quando estiverem presas em redes de pesca.
Fonte: G1









