Com o início do período chuvoso em Minas Gerais, marcado por temporais e grande incidência de raios, a Cemig alerta para a importância de proteger as instalações elétricas das residências contra os efeitos das descargas atmosféricas. Somente entre janeiro e setembro de 2026, o setor de Meteorologia da companhia registrou cerca de 1,7 milhão de descargas no estado, número que reforça a necessidade de cuidados preventivos, especialmente nos meses de maior ocorrência de tempestades.
Participe do Canal Portal Onda Sul no WhatsApp
Uma das alternativas para reduzir os riscos de danos a eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos é o Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS). Simples e acessível para compra da população, o equipamento pode ser instalado no quadro de distribuição de energia das residências e atua na proteção contra elevações repentinas de tensão, que podem ocorrer durante tempestades, inclusive em consequência de raios que atingem a rede elétrica ou suas proximidades.
O DPS funciona desviando para o sistema de aterramento as correntes associadas a surtos de tensão, impedindo que parte dessas perturbações alcance os aparelhos conectados à instalação elétrica.
Dessa forma, ajuda a reduzir a possibilidade de danos a televisores, computadores, geladeiras, máquinas de lavar e outros equipamentos utilizados no dia a dia. A proteção, no entanto, não é absoluta e depende da escolha correta do dispositivo e das condições da instalação elétrica.
Para garantir a eficiência do sistema, a Cemig recomenda que a instalação seja realizada por eletricista qualificado, que deverá avaliar as características da rede interna, o aterramento e o modelo de DPS mais adequado ao imóvel.
O dispositivo deve ser integrado ao sistema de proteção elétrica da residência, seguindo as normas técnicas aplicáveis.
Proteção que começa dentro de casa
Além do DPS, outro equipamento importante é o Dispositivo Diferencial Residual (DR), também conhecido como IDR. Diferentemente do DPS, que atua na proteção contra surtos de tensão, essa proteção identifica fugas de corrente elétrica e interrompe automaticamente o circuito, ajudando a prevenir choques elétricos. Ou seja, enquanto o DPS protege equipamentos, o IDR garante a segurança das pessoas.
A adoção desses dispositivos deve estar associada à manutenção periódica das instalações elétricas, principalmente em imóveis antigos ou que passaram a utilizar equipamentos de maior potência sem a devida adequação da rede.
De acordo com a técnica de Segurança do Trabalho da Cemig, Geziane Calixto, investir em medidas preventivas é fundamental para proteger os moradores e evitar prejuízos materiais durante o período chuvoso.
“Com a chegada das chuvas, aumenta a preocupação com os efeitos das descargas atmosféricas sobre as instalações elétricas. O DPS é uma solução relativamente simples, que pode ajudar a evitar prejuízos com a queima de equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos. Mas é importante lembrar que a proteção depende de uma instalação adequada, com aterramento e avaliação de um profissional qualificado. A prevenção é sempre o melhor caminho para garantir mais segurança dentro de casa”, destaca.
Cuidados que ajudam a evitar acidentes
A Cemig também orienta os consumidores a verificar as condições das tomadas e do aterramento das residências. O padrão brasileiro de tomadas com três pinos prevê um contato destinado ao condutor de proteção, fundamental para o funcionamento seguro de diversos equipamentos. A retirada desse pino ou o uso de adaptadores inadequados pode comprometer a segurança da instalação.
Equipamentos de maior potência, como chuveiros elétricos, micro-ondas, fritadeiras elétricas e ferros de passar roupa, devem ser utilizados em tomadas e circuitos compatíveis com suas características. O uso de benjamins, extensões e adaptadores inadequados pode provocar sobrecarga, superaquecimento e até incêndios.
Durante tempestades com raios, a companhia recomenda retirar aparelhos conectados à tomada e não realizar intervenções na instalação elétrica. Quando for possível desconectar equipamentos sensíveis com antecedência e em condições seguras, essa medida também pode ajudar a reduzir o risco de danos.
A Cemig ressalta que o DPS não substitui o sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), conhecido como para-raios, quando exigido para a edificação. Os dois sistemas desempenham funções diferentes e podem atuar de forma complementar na proteção do imóvel.
Fonte: Agência Minas









