As fortes chuvas registradas no último fim de semana, nos dias 24 e 25 de outubro, provocaram alagamentos, deslizamentos de terra, quedas de árvores e danos estruturais em imóveis de cidades do Sul de Minas. Em Poços de Caldas, o Corpo de Bombeiros realizou o resgate de uma mulher atingida pela correnteza de um ribeirão. Também foram registradas ocorrências em Caldas, Campestre, Andradas e Jacutinga, onde duas casas desabaram.
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Mulher é resgatada após ser atingida pela correnteza
Na madrugada de domingo (25), uma mulher foi resgatada pelos bombeiros às margens do Ribeirão Poços de Caldas, na Rua Newton Delgado, no bairro Vila Nova, em Poços de Caldas. A vítima havia sido atingida pela correnteza e apresentava sinais de hipotermia e confusão mental. Após o atendimento, ela foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Outros pontos do município também foram afetados. Na Avenida Vereador Edmundo Cardillo, no bairro Centenário, uma enxurrada levou água e barro para dentro de uma residência, causando danos a móveis e a um veículo.
Na Rua Júpiter, no bairro Santa Rita, os militares constataram o desmoronamento de um muro e o comprometimento parcial da base da garagem de um imóvel. Já na Alameda Atis, no bairro Chácara Praia do Sol, o acúmulo de lama atingiu uma residência e a via pública.
No Jardim Itamaraty II, a cobertura de uma galeria pluvial cedeu na Rua Major Francisco José Dias, provocando erosão e afundamento da pista. A abertura tinha aproximadamente dois metros de diâmetro e quatro metros de profundidade. O local foi isolado para evitar acidentes.
Deslizamentos e quedas de árvores
Em Poços de Caldas, os bombeiros atenderam ocorrências de movimentação de terra na Rua Castorina Fernandes Vieira, no Jardim Vitória IV; na Alameda Manacá, no Residencial Pitangueiras; e na Rua Geraldo Freire da Silva, no Village São Luiz.
As equipes adotaram medidas preventivas, como a colocação de lonas sobre taludes, o isolamento de áreas de risco e orientações aos moradores.
As chuvas também provocaram a queda de árvores em vias públicas. Na Rua Pio Doze, no bairro Bem Bastos, uma paineira de grande porte caiu e bloqueou duas vias. O trabalho de corte e remoção levou mais de duas horas. Outra árvore, seca e de médio porte, foi retirada na Rua Henrique Consolini, na Vila Rica.

Ocorrências em Campestre, Caldas e Andradas
Em Campestre, o desprendimento de terra e materiais de uma obra atingiu uma residência vizinha e provocou a queda de um muro. Não houve registro de vítimas nessa ocorrência.
Em Caldas, os bombeiros avaliaram um deslizamento nas proximidades de uma creche e de um asilo. A preocupação era com a estabilidade do talude e a possibilidade de queda de árvores próximas à rede elétrica.
Já em Andradas, uma árvore caiu sobre a rede elétrica na estrada de acesso ao restaurante Aldeia Velha. A queda rompeu fios, que ficaram sobre a via, aumentando o risco para quem passava pelo local.
Duas casas desabam em Jacutinga
Em Jacutinga, as chuvas provocaram o desabamento de duas casas no bairro Jardim Deia, na região da Avenida Minas Gerais e da Rua Santa Catarina. Os moradores conseguiram deixar os imóveis a tempo e ninguém ficou ferido.
Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, o deslizamento começou em um terreno localizado na parte mais alta e atingiu as residências situadas abaixo. A movimentação de terra também afetou muros de contenção, comprometeu a segurança de outro imóvel e atingiu um barracão.
Três animais ficaram soterrados e foram resgatados. Um cachorro e um gato sobreviveram, mas outro cachorro morreu enquanto recebia atendimento em uma clínica veterinária.
A Defesa Civil interditou preventivamente três imóveis devido aos danos estruturais e ao risco de novos deslizamentos. A área foi isolada, e outro muro da região continua sendo monitorado diante da possibilidade de desabamento.
Parte dos moradores que precisaram deixar as casas foi acolhida por parentes. Duas famílias receberam apoio da assistência social do município, que providenciou abrigo provisório. Os moradores foram orientados a não retornar aos imóveis até a conclusão das avaliações técnicas.
Mais danos em Andradas e Campestre
Em Andradas, o volume de chuva chegou a aproximadamente 50 milímetros, conforme as informações divulgadas. No município, um muro de uma igreja caiu no bairro Vila Mosconi. Também houve o desabamento de um muro de contenção no bairro Davi de Paula.
Em Campestre, um muro de arrimo deslizou no bairro Jardim Progresso. Para reduzir o risco de novos deslizamentos, a Defesa Civil instalou lonas no local e retirou preventivamente duas famílias de residências próximas.
A assistência social da prefeitura deverá providenciar moradias de aluguel para as pessoas afetadas até que um novo muro seja construído.
Sul de Minas registra maiores volumes de chuva em Minas Gerais
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Sul de Minas registrou os maiores volumes de chuva do estado no domingo (25).
Entre as cidades com os maiores acumulados informados estão:
Poços de Caldas: 73 milímetros;
Campestre: 66 milímetros;
Guaxupé: 63 milímetros;
Caldas: 60 milímetros;
Três Corações: 58 milímetros.
Os volumes de chuva contribuíram para o aumento dos riscos de alagamentos, erosões e deslizamentos em diferentes municípios da região.
Segundo os institutos meteorológicos, as precipitações intensas foram favorecidas pela combinação de fatores atmosféricos, incluindo uma área de baixa pressão próxima ao Paraguai e ao nordeste da Argentina, além do transporte de calor e umidade da Amazônia em direção ao Centro-Sul do país.
O cenário favoreceu a formação de nuvens carregadas e a ocorrência de chuva intensa, com impactos em áreas urbanas e residenciais do Sul de Minas.









