Após 250 dias de COVID-19, Minas vive entre alívio e focos de apreensão

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“Meu mundo se restringe ao meu quarto e banheiro. Preciso preservar todos e contribuir para que o vírus não se espalhe.” O relato de uma administradora de empresas de Divinópolis, feito após se sentir mal no retorno de uma viagem à Itália, preocupou os mineiros, que até então só tinham notícias distantes da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) pela mídia. Primeiro caso confirmado da COVID-19 no estado, com exame feito em 6 de março, dessa testagem positiva até a última quarta-feira somaram-se 250 dias de afastamento social em vários níveis, suspensão de aulas e outras atividades com potencial de aglomeração. A variação de contágios e óbitos avança de forma desigual, caindo na maioria dos municípios e na capital, mas ainda subindo em locais como Juiz de Fora, na Zona da Mata, que se mantiver o atual ritmo de contágio pode apresentar novo pico da doença.
No total, os 250 dias de pandemia em Minas Gerais contabilizam 374.651 casos confirmados (ontem eram 381.310), entre os quais 9.204 mortos (ontem, 9.504). O resultado positivo da primeira paciente foi oficializado em 7 de março. Em 20 do mesmo mês, veio o decreto de situação de calamidade pública estadual. Cinco dias depois, a Secretaria de Estado da Saúde já declarava que o vírus se encontrava em circulação social no estado. Observando as médias de contaminações e óbitos diários desses 250 dias (veja o quadro), o estado enfrentou a fase mais aguda da COVID-19 em agosto. Nesse pico, os contágios por dia chegaram a 2.802 e os óbitos a 83 a cada 24 horas.
Fonte: Estado de Minas
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