Arrecadação: Minas Gerais tem queda de R$ 597 milhões em junho

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A arrecadação de Minas Gerais surpreendeu positivamente diante da pandemia do novo coronavírus e registrou queda R$ 597 milhões no mês de junho, na comparação com o que o governo de Romeu Zema (Novo) projetou arrecadar no mês na Lei Orçamentária Anual de 2020.

A melhora na arrecadação ajuda o Estado a honrar seus compromissos, mas o governo ainda estuda o comportamento da entrada de novos recursos para fazer qualquer previsão para o pagamento de salários.

A arrecadação de junho foi revelada pelo secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, em entrevista exclusiva à O TEMPO. Em abril, o Estado arrecadou R$ 1,017 bilhão a menos do que o projetado. Em maio, a queda foi de R$ 902 milhões.

“Foram várias regiões do estado de Minas Gerais que tiveram uma reativação da economia”, disse Barbosa, para justificar a queda menor em junho na comparação com os dois meses anteriores.

Ao ser perguntado sobre como o aumento da arrecadação influencia no pagamento dos salários do funcionalismo, Gustavo Barbosa reconheceu que a melhora ajuda, mas lembrou que a previsão do governo estadual no início do ano já era de déficit orçamentário.

“Isso é importante colocar. Se for possível nós fazermos (o pagamento) concomitante, óbvio que o governador fará. Mas por enquanto temos que esperar para ver qual será o comportamento, a entrada de recursos, enfim. É dentro disso que a gente tem que tomar a decisão. Pode saber que o esforço de todo dia é para que a gente consiga reduzir essa situação inadequada de pagar diferenciado”, afirmou o secretário de Fazenda.

Ele evitou atribuir a melhora da arrecadação ao Minas Consciente, programa do governo estadual que define diretrizes de funcionamento dos estabelecimentos econômicos de acordo com indicadores como o número de casos do novo coronavírus e o índice de ocupação de leitos de UTI em cada cidade ou região.

“O Minas Consciente é um guia, uma recomendação, mas os prefeitos têm autonomia de abrir e fechar os estabelecimentos. A atividade econômica está muito na mão deles”, disse. Apenas 159 das 853 cidades aderiram ao programa até a última segunda-feira, 29.

A expectativa para julho é que a queda na arrecadação “seja um pouco maior” do que em junho, segundo o secretário, que declarou ser necessário esperar para avaliar qual será o comportamento econômico neste mês.

O governo revisou a previsão de queda de arrecadação de R$ 7,5 bilhões em 2020 feita no final de março para R$ 5,5 bilhões. O valor ainda deve ser reavaliado mais uma vez.

“Quando fazemos previsão de perdas, temos que ser os mais conservadores possíveis porque a receita é caixa direto. Então, tem que tomar cuidado com isso e adotar o conservadorismo como metodologia”, disse Barbosa.

 

Fonte: O Tempo

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