Assaltos assustam motoboys e comerciantes em Alfenas

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Pizzarias e lanchonetes estão deixando de atender determinados bairros; uma delas já foi assaltada 19 vezes.

Uma série de assaltos tem deixado os motoboys assustados em Alfenas (MG). Os roubos têm sido frequentes e, tantos eles quanto os patrões, donos de pizzarias e lanchonetes, tem até se negado fazer entregas em lugares mais perigosos.

Segundo os motoboys, os assaltos acontecem sempre da mesma maneira: os criminosos fazem os pedidos por telefone e passam os endereços; quando o motoboy chega no local, é surpreendido pelos bandidos. E eles levam tudo: moto, dinheiro e lanches.

O medo de ser assaltado passou a ser comum entre os motoboys da cidade. “Geralmente uns vêm, agridem, enfiam facada, roubam você. Então está complicado, a gente tem medo. Hoje em dia, eles não estão escolhendo. É qualquer lugar, qualquer hora” , diz Wellington Thiago.

A situação tem mudado a rotina de quem faz entrega pela cidade. As pizzarias e lanchonetes já evitam entregar em alguns bairros. “É melhor você deixar de vender do que arriscar a vida do seu motoboy”, explica Sérgio Batista, que é dono de uma pizzaria.

Série de assaltos assusta motoboys e comerciantes de Alfenas (Foto: Reprodução EPTV)
Série de assaltos assusta motoboys e comerciantes de Alfenas (Foto: Reprodução EPTV)

O dono de uma lanchonete passou a analisar os pedidos depois que o filho foi assaltado durante uma entrega. “Esse ano, já foram três vezes, assaltados. Já tivemos no mês quatro (abril), duas vezes seguidas, em dois dias seguidos. E agora três semanas atrás, fomos assaltados de novo”, afirma Celso Mezete.

“Eles pediram em uma casa em frente à construção, e no que eu cheguei lá, eu buzinei. O pessoal da casa ainda estava na garagem, mas não saiu lá fora. Aí tinha uma pilha de tijolos alta atrás da rua, eles saíram de trás do tijolo, enquadrando, apontando arma para mim, me dando tapa na cabeça. Está complicado demais”, conta o filho, Vinícius de Souza Mezete.

Em outra pizzaria de Alfenas, os motoboys já foram assaltados 19 vezes. O dono diz que fica até difícil manter os funcionários no trabalho. “É difícil. A gente já perdeu dois motoboys bons que tinha aqui, que estão com medo de trabalhar. Sentem pânico de montar na moto para fazer uma entrega, porque é complicado. Você receber uma arma na cabeça é muito difícil”, diz Cleiton Alves.

Segundo a Polícia Militar, as áreas de atuação dos assaltantes foram mapeadas e o policiamento foi intensificado. Agora o objetivo é trabalhar junto com os comerciantes e profissionais.

“Vamos implementar também a questão do grupo de whatsapp, justamente para a gente trocar informações, apoiando esses entregadores, orientando eles, para que eles evitem cair nesse tipo de golpe”, explica o tenente Rodrigo Ferreira de Oliveira.

Ainda de acordo com o tenente, as ações têm sido praticadas principalmente por menores.

“A gente percebeu que alguns menores saíram do centro de internação onde estavam e nesse momento voltaram a atuar com crime violento. Já temos um mapeamento deles, agora é só direcionar o policiamento para conseguir recolher de novo esse pessoal para internação”, afirmou.

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