Atualização: Polícia Civil de Minas Gerais continua investigação sobre “síndrome misteriosa”, substância tóxica encontrada em cerveja pode ser o responsável

Após uma “síndrome misteriosa” alastrar em Belo Horizonte, a Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para investigar a possível causa desse transtorno que aos poucos tem afetado a população. O uso de dietilenoglicol (DEG) durante o processo de fabricação de cerveja pode ser o principal vilão da “síndrome misteriosa”. Um laudo confirmou a presença da substância em duas garrafas de cerveja encontrada em casas de pacientes internados com os sintomas da doença até então desconhecida.

Nesse processo de investigação, a polícia informou que o laudo é preliminar e que não há a possibilidade, até o momento, de confirmar a responsabilidade da empresa fabricante no caso. Ele foi realizado pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil. Ao todo, sete pessoas estão internadas com os mesmos sintomas em hospitais de Belo Horizonte e de Nova Lima, região metropolitana. Até o momento, uma morte já foi confirmada.

O dietilenoglicol (DEG) é uma substância de cor clara, viscosa, não tem cheiro e tem um gosto adocicado. Consumir tal substância pode provocar intoxicação com sintomas como insuficiência renal e até problemas neurológicos. De acordo com a Anvisa:  “a substância é um solvente orgânico altamente tóxico que causa insuficiência renal e hepática, podendo inclusive levar a morte quando ingerido“. Desde 1937, foram registradas dezenas de casos de intoxicação em diferentes países.

Por fim, a empresa envolvida no caso, a Backer, disse em nota que a substância encontrada nas garrafas investigadas não faz parte do seu processo de produção. Os lotes envolvidos serão recolhidos do mercado, por precaução. Nesta semana, 8, a empresa negou que a sua bebida tenha implicado na internação dos casos apurados.

 

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