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Audiência debate taxa da Copasa

Audiência contou com a participação de representantes de mais de 20 municípios, que levaram as mesmas reclamações.

Na terça-feira, (7) em nova oportunidade de denunciar suspeita de falhas no serviço prestado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) em Carmo do Rio Claro, o vereador João Paulo Castro Ferreira participou, da audiência pública que discutiu a precariedade do serviço oferecido pela empresa. Promovida pela Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a audiência contou com a participação de representantes de mais de 20 municípios, que levaram as mesmas reclamações.

O vereador João Paulo reclamou da falta de agilidade na conclusão das obras, relatou a cobrança de quase 100% relativa ao tratamento de esgoto que não é realizado por completo, sendo despejado inclusive a céu aberto, denunciou a fiscalização feita pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae), que foi feita no carro da Copasa e em companhia do gerente regional da empresa, e cobrou soluções para essas questões que prejudicam a população.

João Paulo também criticou o governo estadual, que vem parcelando o pagamento dos professores, impedindo que eles arquem com suas despesas. Desse modo, sugeriu aos deputados da comissão que proponham que os vencimentos da conta de água sejam condicionados ao pagamento “Porque o Governo não paga os professores e cobra que a conta de água seja paga em dia, sob pena de corte”, justificou.

O vereador carmelitano também lamentou a ausência da presidente da Copasa na audiência e relatou os benefícios que a companhia recebia em Carmo do Rio Claro, como a isenção de pagamento de impostos e utilização de imóvel público para abrigar o escritório de forma não onerosa.

Um projeto de autoria do vereador derrubou essa isenção, que vinha desde 2006, e João Paulo ainda comunicou que buscará na Justiça o ressarcimento ao município. “Vou fazer, os requerimentos já vão a plenário na segunda-feira, saber tudo o que deixou de ser recolhido nos últimos cinco anos para avaliar a possibilidade de a Prefeitura recuperar, esse dinheiro é do contribuinte, ela não pode sair recebendo isenção dessa forma”, disse.

Os deputados Antônio Carlos Arantes e Fabiano Tolentino, presidente e vice da comissão, foram os responsáveis pela audiência e afirmaram que a situação trazida pelos representantes municipais é comum em todo local atendido pela Copasa e acreditam que parte do problema seja “a priorização dada à distribuição de dividendos aos acionistas da Copasa, em detrimento da qualidade dos serviços prestados”.

Em 2017 foram distribuídos 274 milhões de reais em dividendos”, disse Antonio Carlos Arantes. Segundo ele, a empresa foi autorizada este ano a praticar uma revisão de 7,2%, para uma inflação abaixo de 3% no período considerado, sendo que em 2017 essa revisão já teria sido de 22%, e sem a contrapartida da qualidade dos serviços.

O deputado Fabiano Tolentino acrescentou que 49% da empresa já saíram das mãos do Estado. Ele ainda criticou a ausência da presidente da empresa, ainda que defendendo o respeito à justificativa, e também a falta de autonomia e de independência política que estaria marcando a atuação da Arsae.

 

 

 

 

Via Folha da Manhã
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