Aumento no preço de insumos impede ampliação dos testes para covid-19

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A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES), através de seus representantes, afirmaram nesta segunda-feira, 8, que o aumento no preço de alguns produtos tem dificultado a ampliação dos testes de covid-19 no Estado.

João Pinho, chefe de gabinete da SES, conta que um exemplo “emblemático” do entrave foi o orçamento enviado por uma das empresas consultadas pelo Estado para fornecer os swabs – espécie de cotonete usado para coletar secreção nasal do paciente para realização do exame. A companhia queria cobrar R$ 85 pela unidade do produto que antes era vendido a R$ 0,30. Com isto, o governo tem gastado mais tempo para encontrar os melhores preços.

“A gente vem com todos os nossos esforços tentando mitigar essas questões e procurar o melhor fornecedor. Minas tem tido muito sucesso nisto. No caso dos respiradores, por exemplo, foi a compra mais vantajosa financeiramente no Brasil”, ressaltou.

Minas está entre os Estados que menos testam os pacientes. Por enquanto, só estão sendo examinados casos graves, profissionais da saúde, da segurança pública, detentos, moradores de asilos e indígenas.

No entanto, Pinho ressalta que a SES trabalha para calcular quantos testes serão necessários para ampliar os grupos atendidos. “Quando isto for possível, os laboratórios do Estado já têm capacidade de fazer as análises.

— A rede laboratorial tem capacidade de aumentar de forma muito representativa as análises. A gente tem capacidade laboratorial ociosa hoje. Tão logo consigamos ampliar a coleta, vamos conseguir efetivamente fazer um maior número de testes”.

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