Bolsonaro anuncia auxílio emergencial até dezembro, com parcelas de R$ 300

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou na manhã desta terça-feira (1º), a extensão do pagamento do Auxílio Emegencial até dezembro deste ano. Antes fixadas em R$ 600, as próximas quatro parcelas passarão para R$ 300, conforme explicou o Chefe de Estado, que fez pronunciamento ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“O valor definido agora há pouco é superior a 50% do valor do médio do Bolsa Família”, afirmou Bolsonaro, em referência ao benefício médio de R$ 190 do programa criado na gestão petista.

O auxílio emergencial foi criado originalmente para durar três meses (tendo como base os meses de abril, maio e junho). Depois, o governo prorrogou por duas parcelas (julho e agosto) por meio de um decreto. O valor de R$ 600 foi mantido em todo esse período. Para mexer no valor, o governo vai editar uma Medida Provisória (MP), que tem vigência imediata.

O pronunciamento foi feito logo após Bolsonaro oferecer um café da manhã a líderes do Congresso para acertar os últimos ajustes da prorrogação do benefício. A iniciativa de conversar com os congressistas antes de finalizar a proposta é mais um gesto de aproximação do presidente com o Legislativo. O anúncio, inclusive, foi antecipado no último final de semana por um dos principais líderes do centrão, o deputado Arthur Lira (PP-AL).

Entre os participantes do encontro estavam os ministros da Economia, Paulo Guedes, da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e da Casa Civil, Walter Braga Netto. Foram convidados cerca de 20 parlamentares do chamado ‘Centrão’ e outros alinhados ao governo.

O auxílio emergencial é a medida mais cara do pacote anticrise e já demanda R$ 254,3 bilhões em recursos, considerando as cinco primeiras parcelas. O custo mensal, com parcelas a R$ 600, é de R$ 51,5 bilhões.

O auxílio é visto como um dos fatores que fizeram o presidente atingir a maior índice de popularidade desde o início do governo.

Fonte: O Tempo
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