BRASIL | Vacina da Astrazeneca: saiba por que os efeitos colaterais podem ser mais fortes

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Efeitos colaterais ou efeitos adversos podem ser sentidos após o consumo de qualquer medicamento, e não é diferente quando falamos de vacinas. Desde o início da vacinação no Brasil, especialmente com a chegada das doses a mais pessoas, os relatos de efeitos adversos em quem é imunizado com a vacina da Astrazeneca/Oxford, a Covishield, produzida pela Fiocruz, também tomaram conta das redes socias. Mas, afinal, por que eles aparecem?

Cada organismo reage de um jeito à entrada de algo estranho no sistema. Algumas pessoas têm efeitos mais fortes e incômodos, enquanto outras não sentem nada, mas o que, no caso da Covishield, favorece o aparecimento dos efeitos é a tecnologia utilizada para imunizar.

O antígeno usa um adenovírus vivo atenuado, mas incapaz de se replicar, para levar uma proteína do Sars-Cov2, vírus causador da covid-19.

O professor da UFMG e presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Flávio Fonseca, explica que é esperado que vacinas que utilizam tecnologia similar à da opção da AstraZeneca causem reações, mas isso não significa que elas não sejam seguras e muito menos que possam causar Covid-19.

“São vírus vivos atenuados e que causam uma infecção real na pessoa vacinada. O adenovírus entra nas células, não causa a doença, mas a reação do nosso organismo a essa infecção viral é gerar febre, gerar inflamação, que são responsáveis por efeitos adversos sentidos”, detalha o professor.

Fonseca ainda lembra que mais de 80% dos vacinados vão sentir essas reações adversas, o que faz delas comuns. “Normalmente são limitadas a dois dias, aproximadamente 48h, e a pessoa pode apresentar febre, dor no corpo como num resfriado forte, dor de cabeça, entre os sintomas mais frequentes”. O especialista orienta que o paciente pode procurar atendimento médico caso os efeitos se estendam para além dessas 48h.

Outros efeitos possíveis da vacina, mas relatados como muito raros – 1 caso pra 10 milhões de aplicações, por exemplo -, são desconforto nas pernas, incapacidade de locomoção, fraqueza nos membros, o que podem ser indicação de uma síndrome autoimune. Mas Fonseca ressalta que são casos extremamente raros e que podem ser efeito de qualquer vacina.

Ainda segundo ele, as pessoas se esquecem que há efeitos colaterais em vacinas usadas há anos em todo o mundo.  “Todas as vacinas que utilizam vírus vivos causam reações, mas estamos acostumados a vacinar grupos pequenos ou na infância com elas, e as pessoas têm a memória um pouco curta sobre isso. A vacina de febre amarela, por exemplo, dá febre e dor de cabeça, como a tríplice viral. Hoje, todo mundo virou ‘sommelier de vacina’ e quer saber a origem dela. Acho isso natural e importante em uma população bem informada, mas não pode criar pânico sem necessidade”, diz.

Fonte: O Tempo
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