Câmara de Passos pede que a Saae investigue valores de 60 contas de água

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O presidente da Câmara Municipal de Passos, Rodrigo Maia, na tarde da última sexta-feira, 29, assinou um ofício a ser encaminhado ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) que solicita a investigação sobre 60 faturas de água de residências passenses. Conforme o chefe do Legislativo, o pedido faz parte de uma ação iniciada no fim do ano passado, porém, não acredita-se em cobranças indevidas por parte da autarquia.

Como esclarecido por Maia, em razão de mudanças abruptas de preços nas cobranças, em novembro do ano passado, inúmeros munícipes procuraram a Câmara para que os débitos pudessem ser reavaliados. A partir de tais denúncias, em uma campanha especial, a Casa pediu para que, até fevereiro de 2020, os usuários encaminhassem as suas contas de água e, a partir de então, o servidor Paulo Borges, integrante do corpo técnico da Câmara Municipal, passou a avaliar todos os valores recolhidos.

“O Saae nos encaminhou uma tabela com a relação de consumo e gasto, depois disso, na Câmara, Paulo Borges ficou encarregado de verificar todas os valores nas cobranças recebidas. Não encontramos nenhuma irregularidade por parte da autarquia, tudo estava relacionado ao próprio aumento de consumo dos usuários, mas, apesar do corpo técnico não encontrar nenhuma adversidade, no caso destas 60 situações, será necessário que o serviço autônomo investigue o ocorrido”, explicou o presidente.

Também segundo Rodrigo Maia, a princípio, o Saae não teria cometido erros.

“Não acreditamos que haja anormalidade. Estamos enviando o ofício apenas para que a autarquia possa apurar, até mesmo, in loco, se existe algum problema que possa ter aumentado a cobrança nestes locais. Assim, caso necessário, veremos o que poderá ser feito em relação a tais situações”, disse.

A Câmara não estabeleceu prazo para que o Saae responda o ofício ou identifique o que pode ter ocorrido nas 60 situações listadas, no entanto, em entrevista à Folha, Pedro Teixeira, o diretor da autarquia, informou que haverá uma apuração imediata, assim que receber os endereços.

“Faz parte do nosso trabalho, quando um usuário vem até o Saae, dependendo da situação, precisamos checar o local. Em alguns casos, conforme a legislação que solicita a troca de hidrômetros após cinco anos de uso, fazemos a mudança e, a partir de então, o novo hidrômetro passa a marcar números que, possivelmente, o equipamento antigo não era capaz de registrar, por esta razão, a pessoa, inicialmente, pode sentir-se prejudicada”, explicou Teixeira.

O diretor ainda pediu que, em um primeiro momento, em casos de dúvidas ou situações adversas, os munícipes procurem o Saae.

“Não adianta reclamar na internet, procurar diretamente os parlamentares, etc. O usuário precisa vir à autarquia para averiguarmos o que houve. Não resolvemos problemas de maneira coletiva, mas sim de forma individual, ou seja, a partir da necessidade de cada um. Mesmo com a pandemia, estamos funcionando, sem intervalos, das 7h às 17h, mantemos todas as orientações de segurança e estamos dispostos a atendê-los”, pontuou.

Em relação ao que pode ter ocorrido, Pedro Teixeira informou que, entre as situações possíveis, além do real aumento de consumo pelo usuário, há possibilidade da alteração ocorrer por motivo voltado às taxas de cobrança provenientes do Saae MG, vazamentos, ou devido às dificuldades de verificação de hidrômetros internos.

Interessados em sanar dúvidas junto ao Saae devem entrar em contato por meio do telefone (35) 3529-4250, ou podem ir até a sede da autarquia, localizada na Praça Monsenhor Messias Bragança, 137, no centro.

 

Fonte: Folha da Manhã
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