Casos de estupro de vulnerável tem aumentado na região

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Entre janeiro e julho deste ano, foram regis­trados oito casos de estupro de vulnerável na região. Se­gundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Se­gurança Pública (Sejusp ) , o número supera as sete ocor­rências notificadas durante os doze meses de 2019.

O estudo da Sejusp-MG aponta ainda que, durante os últimos três anos, 29 es­tupros de vulnerável foram consumados na região. São Tomás de Aquino, com 14 ocorrências, é o município com o maior número de ca­sos registrados, seguido por Piumhi (3) e São Sebastião do Paraíso (2).

Em 2018, houve 14 abusos sexuais consumados, os crimes ocorreram em Piumhi (2), Delfinópolis (1), Jacuí (1), Itaú de Minas (1), São João Batista do Glória (1), São José da Barra (1) e São Tomas de Aquino (7).

Quanto as ocorrências de 2020, quatro foram em São Tomas de Aquino, umas em São Sebastião do Paraíso, uma em São Roque de Minas, uma em Passos e uma em Monte Santo de Minas.

Em Passos, o promotor da Vara da Infância e da Juventude, Eder da Silva Capute, diz ter identificado aumento nos registros desde o fim do ano passado: “Alguns falam sobre o aumento por questões relacio­nadas à pandemia, já que as pessoas estão mais em casa, porém eu não acredito em um aumento significativo por esse motivo.  A alta tem sido vista desde o fim de 2019, então, na verdade, o que pode estar acontecendo, é o aumento das denúncias, fazendo com que, conse­quentemente, mais casos sejam registrados”.

Em relação aos números dos últimos anos, o promotor reforçou que qualquer resul­tado é preocupante. “Se hou­vesse um ou dois registros também seria um fato complicado, pois entendo que este tipo de situação causa muita preocupação e não de­veria existir, ainda mais por­ que sabemos que, na maioria dos casos, os abusadores são entes da família da própria ví­tima”, pontuou.

Por último, Capute lembrou que é necessário  acio­nar o Conselho Tutelar, a Delegacia de Policia ou o Mi­nistério Público sempre que um cidadão tomar conhe­cimento a respeito de uma nova ocorrência. “A situação será encaminhada à delega­cia e o delegado dará início às investigações. Paralelamen­te, haverá a atuação do Conselho Tutelar, oferecendo o
apoio necessário à vítima, ainda, se for preciso, pode-se tomar uma medida de cunho protetivo à criança ou ao ado­lescente, assim, o Ministério Público ajuíza uma ação jun­to à Vara da Infância e Juventude para tal”, finalizou.

 

Fonte: Folha da Manhã
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