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Casos de sífilis em Passos estão estabilizados

Enquanto a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) tem alertado para o crescimento no número de casos de sífilis em todo o Estado, o município de Passos vive um momento de estabilidade. Conforme os dados do Ambulatório Escola da Faculdade de Enfermagem de Passos (Ambes), nos primeiros oito meses deste ano, bem como no mesmo período de 2018, foram registrados 47 casos de sífilis adquirida.

Para a mestre e coordenadora do Ambes, Luana Matos Silva Araújo, o resultado pode ser avaliado a partir de dois vieses.

Se por um lado esse fato pode ser considerado um indicador positivo. Por outro, deve-se levar em consideração que o cenário ideal é aquele onde, a cada ano, é possível observar uma diminuição no número de notificações”, considerou.

Também segundo Luana Araújo, a descentralização dos testes rápidos e do tratamento da infecção para as unidades de saúde pode ser um fator que colabore para diminuir os índices nos próximos anos. Ainda assim, tanto no Ambes quanto nas unidades básicas de saúde, o teste para detecção da sífilis é realizado em até 30 minutos.

“Vale dizer que, caso o teste seja reagente, ou seja, positivo para sífilis, é necessário um exame laboratorial para confirmação do diagnóstico”, completou a coordenadora.

Todas as pessoas que procurarem o serviço podem realizar o teste gratuitamente. Porém, para o usuário levar o laudo com a descrição do resultado, é preciso, necessariamente, apresentar um documento oficial com foto.

Para o tratamento, a primeira escolha é a penicilina, e uma vez realizada a medicação adequada, conforme orientação médica, o paciente é curado.

Sífilis

Definida por ser uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), a sífilis, causada pelo Treponema pallidum (T. pallidum), tem avançando não só em Minas Gerais, mas em todo o Brasil.

De acordo com a SES-MG, só em território mineiro, neste ano, foram registradas 8.235 notificações da infecção.

Para evitar o aumento, o Sistema Único de Saúde está oferecendo a toda à população medidas de prevenção à doença. Como preservativos, exames para diagnóstico e tratamento necessário.

A principal forma de prevenção da sífilis é utilizar o preservativo, seja ele masculino ou feminino, em todas as relações sexuais, sejam elas vaginais, anais ou orais”, afirmou a coordenadora de IST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Mayara Marque.

Sífilis adquirida

A sífilis adquirida traz sérias complicações para a saúde humana. É caracterizada por feridas nos órgãos genitais, erupções pelo corpo e nas mucosas, danos no cérebro, medula espinhal e vasos sanguíneos.

Nessa modalidade da doença, 95% dos casos são devido ao contato com as lesões nos órgãos genitais”, explicou Mayara.

Sintomas

A infecção pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios. Na sífilis primária, os sintomas geralmente surgem de dez a 90 dias após contágio.

A ferida, geralmente é única, no local de entrada da bactéria (órgãos genitais, boca, ânus). Normalmente não dói, não coça e não arde – pode estar acompanhada de caroços na virilha”, explicou Luana Araújo.

Já os sintomas da sífilis secundária aparecem de seis semanas a seis meses após o aparecimento e a cicatrização da ferida inicial. Nesse caso, pode ocorrer manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. É possível ter febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo.

A sífilis latente, em fase assintomática (não aparecem sinais ou sintomas), é dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção).

Por último, a sífilis terciária pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção. Costuma apresentar principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

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