CBA suspende processo de licenciamento para mineração na serra

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“Reafirmando seu compromisso com a transparência nas relações, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) informa que está suspendendo o processo de licenciamento na serra do selado, por entender que é necessário ampliar o diálogo sobre a atividade de mineração no local”.

Poços de Caldas, MG – A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), através de sua assessoria, divulgou ontem (18) que está suspendendo o processo de licenciamento para mineração em área da serra do selado.

O assunto veio à tona depois da última reunião do Conselho de Defesa de Meio Ambiente (Codema), de Poços, dia 12 de dezembro, quando foi pedida, pela empresa CBA, a emissão de Declaração de Conformidade com a legislação municipal para mineração de 20 hectares de área da serra do selado, com possibilidade de extração de 750 mil toneladas de bauxita.

A reunião resultou na autorização do Codema pelo prosseguimento do processo de mineração na serra, ficando a votação em sete a quatro a favor da mineradora.

A questão ganhou as mídias e as redes sociais, levantando debates e polêmicas entre ambientalistas, integrantes de Coletivos e a população.

Prefeitura

O prefeito Sérgio Azevedo emitiu, também ontem (18), nota de esclarecimento sobre o assunto, informando sobre a reunião do Codema, dizendo que após discussões técnicas foi deliberada pela sua emissão do documento de conformidade com a condicionante de acompanhamento pelo Conselho do processo junto ao Estado.

“Reafirmando o compromisso da administração com as questões ambientais, haja vista a determinação em dotar o município com uma Secretaria de Meio Ambiente, o prefeito reuniu-se com representantes da Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente e da empresa e após ponderações decidiu-se pela suspensão do processo de licenciamento abdicando-se da emissão do referido documento. Na oportunidade, agradece a sensibilidade da diretoria da empresa, que compreendendo a importância socioambiental do assunto, decidiu pela sua imediata suspensão”, diz a nota.

Coletivo

Os integrantes do Coletivo Pólis se movimentaram durante o final de semana para debaterem o assunto, pensando em formas de preservar a serra e sugerindo uma audiência pública.

“Somando as várias forças de pressão, desta vez predominou o bom senso da empresa e do poder público em recuar na medida contra o meio ambiente local já tão agredido. Os vários movimentos e líderes, de fato preocupados com a questão, agiram a tempo de interromper o processo que seria desastroso para a cidade e um desgaste político grave para o governo local. O Coletivo Pólis fez parte desta pressão ao lado de outros segmentos, participando da reunião do Codema e denunciando seu resultado com nosso representante Júnior. Tivemos um grande encontro no último sábado, com outros Coletivos e movimentos, e debatemos a gravidade da questão, encaminhando para requerer audiência pública na Câmara e providências a outros órgãos. Acionamos cinco vereadores e a prefeitura, participamos na imprensa. Asseguramos a audiência pública, que vai ocorrer mesmo tendo sido suspenso o projeto, para prevenção a futuras ações. Por outro lado, o Codema, que existe para proteger o meio ambiente, deu mostras de fragilidade diante do poder econômico, e precisa ser acompanhado bem de perto”, declara o membro do Coletivo professor Gérson Pereira Filho.

 

Via jornalmantiqueira
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