Cineastas lançam filme produzido em Alfenas com histórias sobre racismo

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Os cineastas Rodrigo Mikelino e Alexandre Castro lançarão, neste final de semana, um longa-metragem produzido em Alfenas e que retrata 16 casos de racismo.

São episódios reais levados à telona por moradores da cidade que foram vítimas de preconceito racial.

“Os Filhos da Terra” é o segundo longa-metragem do cineasta e ator alfenense Rodrigo Mikelino. Em 2015, ele lançou “Retratos”, gravado a partir de histórias contatadas por atores iniciantes da baixada fluminense, no Rio de Janeiro.

O longa-metragem gravado em Alfenas é uma sequência do projeto iniciado no Rio de Janeiro, onde Mikelino reside. Mas desde setembro, quando o projeto foi trazido para Alfenas, o artista está na cidade, onde iniciou uma oficina de atores para produção do filme.

São 16 protagonistas, mas ao todo o filme envolve 50 pessoas. Mas a maioria não é artista. São moradores de Alfenas que relatam casos de preconceito racial vividos por elas.

De acordo com Mikelino, a oficina foi para que os envolvidos pudessem se familiarizar com as câmeras, aprendendo técnicas e se familiarizando com o ritmo da sétima arte. Em outubro, o cineasta Alexandre Castro veio para Alfenas para captação das imagens, iniciando as gravações.

Realidade em debate

O cineasta diz que o objetivo do filme é colocar em discussão a realidade do negro no cotidiano, o que passa longe da Democracia Racial, teoria apresentada pelo sociólogo Gilberto Freyre no livro “Casa Grande & Senzala”, publicado em 1933. “Nosso enredo é mostrar total repúdio ao racismo velado, que ainda assola a população negra”, explica.

Trata-se de um recorte de várias histórias, contatadas com emoção por quem viveu o problema. Em uma delas, conta Mikelino, o pai de um aluno de Karatê retira o filho das aulas assim que descobre que a professora era negra. Essa é uma das 16 histórias retratadas no filme, que tem 60 minutos de duração.

A equipe é composta por cerca de 50 pessoas, incluindo o fotógrafo Flávio Barbosa Chiecchi, o assistente Romário Borges, o músico que compôs a trilha (JP Boroni), além dos dois diretores (Mikelino e Castro).

projeto é uma sequência de “Retratos”, lançado há dois anos no RJ (Foto: Divulgação)

 

Via AlfenasHoje

 

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