Conheça a representante de Minas Gerais no Miss Brasil Supranational

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Ao contrário do que acontece com a maioria das modelos, que se profissionalizam, muitas vezes, quando ainda são crianças, a mineira Jaqueline Bycie embarcou na profissão aos 26 anos de idade. Foi em 2018, quando ela recebeu os primeiros convites de grandes agências para modelar, graças a trabalhos que havia realizado de forma esporádica.
O que a ouro-pretana, hoje com 28 anos, não imaginava é que ela alcançaria sucesso profissional tão rapidamente. Há cerca de 60 dias ela conquistou o título de Miss Supranational Cidades Históricas Mineiras, o que lhe deu o direito de disputar o Miss Brasil Supranational, que ocorre entre os dias 25 e 29 de novembro em Brasília; a grande vencedora será conhecida no sábado, dia 28. Ambos os concursos pertencem aos mesmos organizadores do Miss Brasil Mundo. A modelo ouro-pretana com a faixa de Miss Cidades Históricas Mineiras.
Este ano, o Miss Supranational Brasil integra a programação do Festival Brasília 60, que celebra seis décadas de fundação da capital do país. A vencedora da etapa Brasil sucederá a catarinense Fernanda Sousa, e viajará para a Polônia para participar da disputa do título internacional de Miss Supranational 2021.
Desde que recebeu os primeiros convites oficiais, Jaqueline Bycie rodou o mundo como modelo internacional. Com o anúncio da pandemia, ela retornou para Ouro Preto, onde atuou nos últimos meses.
Encontro conversou com a modelo mineira sobre sua carreira, a expectativa de ser eleita uma das mulheres mais bonitas do Brasil e o que ela pensa sobre seu futuro. Confira:
Encontro – Quando você decidiu ser modelo e como descobriu que tinha talento para a profissão?
Jaqueline Bycie – Foi no início de 2018. Sempre fazia alguns trabalhos, mas ainda não havia me profissionalizado. Foi aí que iniciei novos projetos como apresentadora e modelo. Fui chamada por agências para trabalhar e assim que tudo começou. Na verdade, desde criança diziam para minha mãe que eu poderia ser modelo. Ela até tentou, mas, por eu ser de família pobre e não ter o perfil que as grandes agências queriam naquela época, não deu certo. Os books e cursos eram muito caros. Outra coisa que atrapalhou foi que, antigamente, as modelos eram sempre muito altas, o que não é meu caso (risos).
Qual é a sua sensação ao modelar?
Paixão absoluta. Não há como descrever de outra forma. Sinto que estou completa. Ser modelo requer muito aprendizado o tempo todo, pois temos que ser várias em uma só. Como modelo internacional, eu passava 21 horas trabalhando. Era extremamente cansativo e, mesmo assim, eu me sentia muito feliz.
Qual foi a reação da sua família com a conquista do título de Miss Cidades Históricas Mineiras?
Minha mãe ficou muito feliz quando soube que ganhei. A felicidade era tanta que não parava de falar, e até gaguejava (risos). Ficou o dia sorrindo pelos cantos. Minha irmã chegou a soluçar de tanto chorar de felicidade. Meu irmão ficou super orgulhoso e se dispôs a ajudar em tudo. Minha mãe foi a pessoa mais importante para que eu chegasse onde cheguei, porque ela sempre me apoiou, nunca duvidou de mim. Ela é meu porto seguro, minha melhor amiga. Tenho um amor incondicional pela minha família.
O que esse título representa pra você? Ainda mais nascida em Ouro Preto, a cidade símbolo da mineiridade…
Uma sensação de gratidão e mais força para correr atrás do que acredito. Ter a voz de miss me permite conquistar mais pelo meu povo. Confio que com esse título poderei fazer mais por quem precisa e esse é meu propósito. Ter me tornado miss me conectou com o meu propósito. Eu sou apaixonada pelo nosso estado. Fui uma autêntica criança mineira. Cresci no meio do mato com os bichos e os primos, brincando na rua e aprontando muito com a vizinhança. Me considero uma mineira raiz. De pedir benção aos pais e tudo (risos). A pandemia me aproximou mais ainda de Minas Gerais. Voltei da Europa e retornei ao convívio com pessoas simples e com a natureza. É o que o estado representa para mim: gente feliz, humilde e de bem. Representa a hora do café e as reuniões em família. Quero mostrar ao mundo essa Minas Gerais, onde todos se unem e têm a força de para lutar por um lugar melhor. As nossas cidades históricas, ricas em arte, cultura viva e patrimônio.
Você citou a importância de ajudar a quem precisa. Você tem feito algo nesse sentido atualmente?
Sim. Hoje atuo como voluntária na Rede de Solidariedade de Ouro Preto, que ajuda cerca 700 famílias ouro-pretanas com cestas básicas, material de higiene e limpeza e kits de máscara e álcool em gel. Também arrecadamos e doamos roupas, móveis e brinquedos, além de frutas e legumes. As crianças dos bairros mais vulneráveis e as mulheres mais velhas nos ajudam na organização de todas as doações. Temos o proósito de mudar a vida dessas pessoas por meio da arte e educação profissionalizante. Para isso, pretendemos iniciar aulas de artes e cursos técnicos. Iniciei esse trabalho no início da pandemia, quando minha mãe chegou em casa muito triste dizendo que uma de suas amigas estava chorando preocupada por ficar sem o que comer. Nessa noite não consegui dormir, fiquei pensando no que poderia fazer para ajudar. Comovida com a situação, fiz uma vaquinha online para arrecadação de cestas para família vulneráveis. Lendo notícias sobre solidariedade, descobri a rede e liguei para eles. Comecei a ajudar lá e não parei mais.
Qual é a sua expectativa para o Miss Brasil e seus planos para a sua carreira?
Minhas expectativas são as melhores. Pretendo trazer a coroa e com isso ter a possibilidade de ajudar mais minha cidade e também famílias em todo o Brasil, pois a vencedora desenvolverá um projeto de solidariedade nacional. No futuro quero continuar a investir na minha carreira como apresentadora e viajar pelo país e pelo mundo ajudando em projetos sociais.
Fonte: Estado de Minas
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