Copasa afirma que apenas 52% do esgoto de São Sebastião do Paraíso é tratado

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A polêmica que envolve os serviços prestados pela Copasa em São Sebastião do Paraíso ganhou mais um capítulo na última semana. Em reunião com os dos membros da Comissão Fiscalizadora de Contrato de Programa, a gerência distrital da companhia afirmou que apenas 52% do esgoto da cidade recebe tratamento.

Copasa afirma que apenas 52% do esgoto de São Sebastião do Paraíso é tratado.

Flávio Bócoli, gerente distrital da Copasa, explicou que as obras, que deveriam ter sido entregues em 2015, estão atrasadas devido ao andamento da construção da elevatória do rio Liso e dos pontos de travessia em rodovias federais, prejudicando o cumprimento do cronograma previsto.

De acordo com o gerente, a demora na conclusão da elevatória, inclusive, tem causado sérios transtornos e, por conta disso, a companhia foi autuada pela Polícia Militar Ambiental. A culpa, segundo ele, é de uma empresa terceirizada que deixou o serviço antes de terminá-lo. “A empresa que nos prestava serviço, mesmo estando com os recebimentos em dia, abandonou a obra. O serviço que deveria ser finalizado em setembro continua inacabado”, justificou.

Bócoli lembrou ainda que o atraso nas obras não traz problemas apenas para o município. Conforme explicou, a companhia tem deixado de faturar cerca de R$ 280 mil por mês pela prestação do serviço. “Nós também estamos tendo. Atualmente cerca de 52% das ligações estão conectadas às duas estações de tratamento de esgoto”, completou.

Sobre as constantes reclamações da população em relação aos valores cobrados pela companhia pelos serviços (onde já o tratamento do esgoto é cobrada uma taxa de 92% do consumo de água, enquanto nos locais onde só existe a coleta paga-se 42%), Bócoli justificou: “As pessoas precisam ter em mente que a água é um bem comum, individual. O esgoto é um bem coletivo. O tratamento dele é de cinco a seis vezes mais caro que a água, pois precisa ser bombeado, exige que as maquias funcionem o tempo todo. Já á água vai por gravidade, tem certa hora do dia em que o consumo cai consideravelmente”. Segundo ele, a Copasa já investiu mais de R$ 50 milhões em Paraíso para o tratamento do esgoto.

Por fim, o gerente distrital falou sobre os dois entraves que impossibilitam a conclusão das obras em Paraíso. Em relação à construção da estação elevatória do rio Liso, ele contou que o assunto foi debatido na sede da companhia, em Belo Horizonte. “Foi proposto para que tocássemos a obra e concluíssemos o serviço, então faremos cotações, nova licitação e vamos concluir”.

Já a respeito das travessias do encanamento nas rodovias BR-265 e BR-491, ele informou os membros da comissão que existe um impasse com o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte (DNIT), órgão que deve autorizar tal procedimento. Há ainda, de acordo com o dirigente, dificuldades em adquirir áreas e fazer obras em terrenos de terceiros. “Tudo depende de negociações que muitas vezes demoram, se arrastam e há casos que vão parar na Justiça, até ser liberado, isso não depende da gente”, concluiu.

Via Folhadamanha
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